Cidades
ISOLAMENTO SOCIAL FAZ DIMINUIR POLUIÇÃO NAS PRAIAS DE MACEIÓ
Recifes de coral também se beneficiaram da ausência de visitação imposta pelo decreto
O decreto de emergência do Governo de Alagoas que, em decorrência do novo coronavírus, suspendeu atividades consideradas não essenciais e impediu o acesso às praias, ao calçadão das avenidas beira-mar, a beira rio, e a lagoas, para prática de qualquer atividade, teve efeito positivo para o meio ambiente alagoano, reduzindo quantidade de lixo nas praias da capital. Contudo, paralelamente, em períodos chuvosos, o lixo encontrado pela cidade continua indo em direção às praias.
No que diz respeito à poluição nas praias da capital alagoana, durante o período de vigência do decreto estadual, a poluição vem diminuindo, segundo Ricardo César, coordenador de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL). “O momento pelo qual estamos passando é triste, porém, nossas praias estão tranquilas e se beneficiando durante esse período. Existe sim alguns resíduos de lixo, mas a poluição nas praias diminuiu muito depois do isolamento social, já que está proibido o acesso às praias”, disse Ricardo César.
Segundo o coordenador, os bancos de recifes de corais de Maceió também se beneficiaram da ausência de visitação imposta pelo decreto. As piscinas naturais de Maceió, que são famosas por sua beleza e águas cristalinas, estão sempre recebendo visitantes, e, uma vez que visitas estão impossibilitadas, os corais estão conseguindo se recuperar. A diminuição da pesca nos fins de semana também auxiliou na recuperação dos corais.
“Em termos de biodiversidade melhoramos muito, já em termos de contaminação, nem tanto, porque quando chove ainda há a drenagem pluvial. Já sobre o salgadinho, infelizmente a população continua jogando lixo, principalmente agora, durante o período de chuvas, porque o volume aumenta e carrega muito material para a praia. Agora a Prefeitura tem que intensificar a limpeza”, explicou.
LÍNGUAS DE ESGOTO
Em paralelo a diminuição na poluição das praias por conta da falta de visitação, o coordenador do IMA reforça que, em momentos chuvosos a poluição tende a aumentar. “Nós temos duas situações, a primeira, a drenagem pluvial, que são as galerias pluviais, que são conhecidas como línguas negras, elas continuam com as chuvas. Quando chove a cidade é lavada, os bairros são lavados e as galerias também. Todo esse material é carregado para o oceano, então, durante as chuvas, as praias se tornam imprópria”, explicou. Ele conta que, isso se deve ao fato das praias da capital serem abrigadas; praias com baixa hidrodinâmica, que possibilita um acúmulo de lixo durante períodos chuvosos. Durante esses períodos as praias se tornam impróprias e deve ser evitado o contato durante 72h, de acordo com Ricardo César. Passada as 72h, os microorganismos não conseguem sobreviver na salinidade e acontece o decaimento bacteriano, onde as praias voltam ao normal. Sob a supervisão da editoria de Cidades
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