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Explora��o desordenada amea�a reserva no Tabuleiro

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Na região de tabuleiros existentes em Alagoas, encontra-se uma reserva reguladora de águas subterrâneas de dois trilhões de metros cúbicos ao ano. Esse volume d?água dá para abastecer, por ano, uma população de 30 milhões de habitantes, mas a reserva vem sendo explorada de forma desordenada e exposta a riscos de contaminação, segundo alerta o geólogo Abel Tenório. Os problemas no abastecimento d?água de Maceió, nas últimas décadas, têm levado 80% do abastecimento a ser feito por águas de poços tubulares, retirando-se mais água que a reposição feita pela chuva, que esbarra nas questões urbanas, de crescimento desordenado. A exploração por empresas de água mineral engarrafada, de acordo com Abel Tenório, não oferece riscos devido às exigências legais feitas às empresas, que se deparam com um produto de excelente potabilidade. Ao contrário, empresas que fazem poços tubulares para captação de água não obedecem normas técnicas e estes poços podem se transformar em fontes de poluição do lençol de água do subsolo Salinização Os poços feitos pela Casal estão dentro de critérios técnicos e devidamente monitorados. Mesmo assim, a excessiva exploração tem provocado salinização das águas e contaminação por bactérias ferruginosas, existentes nas águas subterrâneas e que segregam ferro. Os principais agentes potenciais para o risco de poluição, de acordo com o trabalho de Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos Subterrâneos de Alagoas, são as atividades agrícolas, industriais, lixões, problemas de saneamento, postos de combustíveis, sistema de dessalinização e a intrusão salina.

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