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Nº DE MORTES E DE RECUPERADOS PODE SINALIZAR DECLÍNIO DA PANDEMIA

Quantidade de pessoas que já se curaram da doença é o triplo do total de pacientes no momento

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Imagem ilustrativa da imagem Nº DE MORTES E DE RECUPERADOS PODE SINALIZAR DECLÍNIO DA PANDEMIA
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Os boletins epidemiológicos divulgados nas últimas 48 horas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) mostram que, dos 35 novos óbitos por Covid-19, apenas nove eram pacientes que residiam em Maceió. No relatório de terça-feira, todas as mortes foram de pessoas do interior. Foi a primeira vez que isto acontece desde a primeira morte pela doença registrada em Alagoas, ocorrida há 86 dias. Pela evolução dos dias, conforme as tabelas divulgadas pela Sesau, moradores da capital sempre figuravam na lista dos óbitos diários pelo novo coronavírus. Chama a atenção o fato de que, em um dia, não se notificar, pelo menos, uma morte de pacientes de Maceió em decorrência de complicações da doença. Outra informação interessante é a quantidade de alagoanos que estão recuperados, que alcança 23.185 pacientes. Como o total de casos confirmados, no Estado, é de 31.230, o número de casos ativos (pacientes ainda em tratamento) seria de 7.105. Esse número inclui 6.827 pessoas que estão em isolamento domiciliar e 278 internados. Isso quer dizer que a quantidade de pessoas que se livraram da Covid é o triplo das que estão doentes neste momento. Os dois indicadores positivos podem revelar que, pelo menos, na capital, a epidemia do novo coronavírus está perdendo a força, conforme vem anunciando o governador Renan Filho (MDB) e o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (sem partido), nas entrevistas coletivas que concederam mais recentemente. Seria justamente pelo declínio da curva da doença na Grande Maceió que o Poder Executivo já divulgou protocolo sanitário para o que chama de distanciamento social controlado, que seria a reabertura gradual de alguns setores da economia. A flexibilização ainda não tem data para iniciar, mas o setor produtivo local espera que ocorra a partir do começo de julho. O presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems/AL) Rodrigo Buarque, explicou que a tendência no Estado é que, atualmente, haja mais casos no interior do que na capital e, consequentemente, mais óbitos. E o fato de não ter registro de óbitos de moradores de Maceió se deve aos casos que estavam em investigação e não entraram em tempo hábil no boletim epidemiológico da Sesau. Segundo ele, não há fórmula mágica para dizer se o Estado (ou a capital) atingiu o pico da curva, pois há dependência do comportamento geral da doença e, principalmente, das medidas de isolamento, uso de máscaras de toda a população e rastreamento da cadeia de contágio. Tudo isso, na avaliação dele, influencia nesta curva e pico. Segundo dados do Laboratório de Ciências de Dados da Ufal, Alagoas tem uma taxa de transmissibilidade de 1.09. Para a epidemia ser considerada controlada, esta taxa deve estar abaixo de 1. Estamos no caminho da estabilidade, considerando que o Estado, no início, atingiu 2.7. Para o professor Dr. Sérgio Lira, do Instituto de Física da Ufal e membro do grupo de simulação Dashboard Covid-19 Alagoas, a tendência de queda de mortes na capital já era percebida pelo grupo de estudos, mas não tão abrupta desta maneira. Todos, segundo ele, ficaram surpresos com zero óbitos de pacientes de Maceió. “No dia anterior, foram registrados 13 óbitos. Esta grande queda pode vir de um represamento de registros ou de uma flutuação estatística. Para eliminar oscilações nos dados, que podem não indicar tendências reais da epidemia, o melhor é utilizar médias semanais”, comentou. Ele disse que os pesquisadores estão tentando fazer análises para Maceió separada do restante do Estado, mas, até agora, resultados conclusivos não foram obtidos. Ele informa que análises feitas previamente apontavam um pico de casos de coronavírus em Alagoas em julho, mas se fossem mantidas as mesmas tendências de isolamento social.

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