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MORADORES SE QUEIXAM DO ACÚMULO DE LIXO EM PRAÇAS

Prefeitura diz que problema é causado por descarte irregular feito por moradores e garante que coleta é feita diariamente

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Maceió, 25 de junho de 2020    
Moradores estão reclamando da grande quantidade de Lixo acumulado na Orla Lagunar, na Avenida Senador Rui Palmeira no Dique Estrada, em Maceió. Alagoas - Brasil.
Foto: ©Ailton Cruz
Maceió, 25 de junho de 2020 Moradores estão reclamando da grande quantidade de Lixo acumulado na Orla Lagunar, na Avenida Senador Rui Palmeira no Dique Estrada, em Maceió. Alagoas - Brasil. Foto: ©Ailton Cruz -

Em meio pandemia da Covid-19, alguns moradores da capital alagoana têm reclamado do acúmulo de lixo nos bairros de Maceió, além do abandono e descaso com praças. Moradores da comunidade de Sururu de Capote, no bairro do Vergel do Lago, relataram sobre acúmulo de lixo no local. Já no bairro da Ponta Grossa, a antiga praça Santa Tereza está abandonada e com resíduos acumulados. Em nota, a Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes) informou que o lixo provém de descarte irregular, e quanto a praça, estão tomando as medidas cabíveis. A situação da praça, que já foi um ponto de encontro para os moradores do bairro da Ponta Grossa, começou a piorar após a crise do coronavírus, contou Petrúcia Rocha. “Antes ainda tinha uma certa fiscalização e limpeza, mas depois que esse vírus apareceu ninguém vem mais aqui cuidar da praça. Ela está jogada as moscas, se você chegar perto encontra lixo e mato crescendo por todo lado”, disse a moradora. “O mau cheiro aqui é tremendo, porque além de acumular lixo no local, têm também os mendigos que dormem ao redor da praça, e muitos chegam a fazer suas necessidades no meio dela. É uma situação horrível para quem mora aqui perto. Se você chegar perto dela pode encontrar de tudo, desde garrafas de vidro a outros tipos de lixo”, relatou a senhora. Petrúcia contou também que, por conta dos resíduos que ficam na praça, quando chove ocorre acúmulo de água, podendo gerar um foco para o mosquito da dengue. Ela reforçou que a praça está abandonada e a população que mora ao seu redor não sabe mais o que fazer para conseguir a limpeza do local. Em outro ponto de Maceió, na comunidade de Sururu de Capote, uma das partes mais pobres da capital, o acúmulo de lixo é um problema recorrente na vida dos moradores, de acordo com a marisqueira, Leonora Herculano da Silva. “A Prefeitura de Maceió até passa mas não está sendo suficiente para retirar todo o lixo da comunidade. Esse é o lixo diário mesmo, como é muito, a prefeitura vem mas não consegue levar todo”, contou. Leonora relatou que o mal cheiro na comunidade é tremendo por conta do lixo. De acordo com ela, os resíduos vão desde cascas de sururu até materiais de construção. O fator determinante para que o lixo seja tamanho, segundo Leonora, é o fato de que pessoas de outros bairros se dirigem até a comunidade para descartar lá, levando ao acúmulo dos materiais.

SUDES

A Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes) informou, através de nota, que a coleta de resíduos no Dique Estrada acontece diariamente, no entanto o acúmulo de resíduos no local persiste devido ao descarte irregular realizado pelos moradores da região. Segundo o órgão, além da coleta mecanizada, a Sudes disponibiliza contêineres na extensão da via, mas, em alguns trechos, a população mantém o descarte fora dos locais adequados. No que tange à limpeza da praça Santa Tereza, a Sudes informou que já encaminhou a solicitação para inclusão na programação semanal de atividades. O órgão acrescentou que já foi realizado um levantamento e elaborado um projeto para a revitalização da praça, no entanto, a execução fica condicionada à dotação orçamentária.

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