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Pandemia

INADIMPLÊNCIA EM ESCOLAS PARTICULARES DE MACEIÓ CHEGA A 60%

Sindicato do setor diz que falta de pagamento das mensalidades é três vezes maior neste pandemia, em relação a período normais

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Inadimplência: unidades do ensino infantil de Maceió já anunciaram que vão fechar as portas,informa sindicato
Inadimplência: unidades do ensino infantil de Maceió já anunciaram que vão fechar as portas,informa sindicato -

Quando a pandemia do novo coronavírus chegar ao fim, muitas escolas particulares de Alagoas estarão fechadas e profissionais demitidos. O principal motivo é o não pagamento das mensalidades que ultrapassa 60% em Maceió, o triplo do percentual registrado pelo setor em outros períodos. Segundo Bárbara Heliodora, presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Alagoas, unidades do ensino infantil já anunciaram que vão fechar as portas m Maceió. “Têm turmas inteiras da educação infantil que os pais estão dando baixa no contrato. Têm turmas que ficaram totalmente esvaziadas de alunos. O impacto está acontecendo nas escolas maiores e também nas menores”, declara. A professora revela que muitas unidades do tipo berçário e creche vão fechar em Alagoas e as que têm etapas de pré-escola, fundamental I e II estão sem desdobrando para continuarem abertas. “A inadimplência de 20% ainda era suportável, era o que tínhamos antes e já era alta porque o índice é de 10%. É um setor da economia que por conta das especifidades da legislação comumente atinge de 20 a 25%, mas agora está na faixa de 60%”, explica. “Alguns pais pensam: se eu não posso ter a escola para cuidar do meu filho, eu também não tenho a responsabilidade com a escola. Às vezes observamos inclusive que têm pais que são funcionários públicos mas estão devendo, porque às vezes alguém da família perdeu o emprego ou teve redução salarial. A gente não acredita que a família deliberadamente deixou de pagar porque quis, a gente não sabe a razão, mas essa razão vai levar o caos ao setor privado das escolas”, argumenta Bárbara Heliodora.

Ainda há outra questão que preocupa o sindicato. Quando as aulas presenciais forem retomadas, há a necessidade de se implantar medidas sanitárias que são caras, segundo a presidente da entidade. “Da pequena a grande escola, ninguém fica de fora. Além de que tivemos a redução do valor das mensalidades. Inadimplência alta de 60% e redução de 30% da mensalidade, a escola está vivendo como? É um setor da economia onde o desemprego poderá ser altíssimo”, questiona. Maceió conta com cerca de 300 escolas particulares.

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