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PRESOS CONFECCIONAM 2 MIL MÁSCARAS

Máscaras feitas pelos reeducandos são distribuídas para os profissionais de saúde

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A contenção do avanço da Covid-19 no Sistema Prisional segue de forma intensa em todas as unidades do Estado. Ainda assim os números revelam que o contágio é uma realidade entre reeducandos e servidores. Conforme os últimos dados de 9 de julho são 29 casos confirmados, 16 suspeitos, 35 descartados e nenhum óbito. Entre os trabalhadores do sistema, incluindo, guardas prisionais há 276 descartados, 118 com a doença, 30 suspeitos e três óbitos. O levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde com base em dados repassados pela gerência de saúde da Secretaria Estadual de Ressocialização e Inclusão Social (Seris).Para evitar a ampliação do contágio, o Estado decidiu ir de encontro ao veto do presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, que tirou a obrigatoriedade do uso de máscara dentro das unidades do país. Em Alagoas elas não só são obrigatórias como produzidas pelos próprios reeducandos. Inicialmente eram 25 escalados para a produção, mas agora 40 estão envolvidos com a confecção na unidade do agreste que consegue produzir 2 mil unidades para distribuição gratuita. Assim como as máscaras eles também produzem capotes que são utilizados pelos profissionais de saúde. Uma parte da produção, por exemplo, foi direcionada aos trabalhadores do Hospital da Mulher, em Maceió. Os servidores das unidades prisionais também são beneficiados. Entre as medidas de controle, além da presença de máscara em qualquer dependência, também está a utilização de álcool 70%, proibição da entrada de alimentos, suspensão das visitas íntimas, desinfecção e sanitização diárias em todas as dependências conforme determinam as autoridades sanitárias.Além do monitoramento pelos profissionais de saúde quanto as casos suspeitos, também aumentou a testagem, sendo 80 entre reeducandos e 300 entre os profissionais. Há também um Hospital de Campanha para garantir de imediato o isolamento de quem manifesta algum sintoma e atendimento com medicação preventiva.

Saída

Quanto à saída de reeducandos com base na determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), inicialmente a gerência de saúde havia identificado apenas 52 deles no chamado grupo de risco. Porém, o número se ampliou a partir dos pedidos protocolados pelos advogados de defesa no Poder Judiciário o que possibilitou a saída de pelo menos 481 apenados até o dia 30 de junho.Somados ao reeducandos que saíram com base em outros benefícios previstos, em lei, independente da emergência da Covid-19, até o mês passado já deixaram o sistema prisional 885 deles. Ainda assim, os casos de retorno por descumprimento de medida restritiva não chega a 1%.

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