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Cidades

SAÚDE INVESTIGA 134 NOVOS CASOS DE MICROCEFALIA

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o Ministério da Saúde investiga 134 novos casos de microcefalia provocado pelo zika vírus em Alagoas, de acordo com boletim epidemiológico divulgado na segunda-feira (13). O Estado aparece como o oitavo do País em m

Por Nealdo | Edição do dia 16/07/2020 - Matéria atualizada em 15/07/2020 às 22h40

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o Ministério da Saúde investiga 134 novos casos de microcefalia provocado pelo zika vírus em Alagoas, de acordo com boletim epidemiológico divulgado na segunda-feira (13). O Estado aparece como o oitavo do País em maior número de casos em investigação. A Bahia encabeça o ranking, com 451 casos, seguido de São Paulo (336), Tocantins (284), Espírito Santo (222), Rio de Janeiro (220), Paraíba (197) e Minas Gerais (176). Os dados do Ministério da Saúde são baseados em informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde. Segundo o boletim, entre 2015 e junho deste ano, Alagoas já confirmou 142 dos 839 casos notificados. Desse total, 280 foram descartados, 76 foram considerados inconclusivos e outros 153 foram excluídos das investigações. Devido aos casos de síndrome congênita associada à infecção pelo zika vírus continuarem a ocorrer de forma sistemática em recém-nascidos no País, o Ministério da Saúde recomenda manter ativa as notificações por parte dos estados. O órgão também sugere que sejam concluídos os casos que ainda estão em investigação, seja por busca ativa das crianças nos serviços de atendimento, junto às equipes assistenciais e gestores municipais, ou pelo relacionamento entre bancos de dados.

Em nota, o Ministério da Saúde sugere fortalecer as ações integradas das equipes de vigilância em saúde e atenção à saúde para o desenvolvimento das investigações, o oportuno encaminhamento para o cuidado e o acompanhamento das crianças.

Recomenda ainda manter as atividades dos comitês estaduais [de combate ao zika vírus] e acionar, sempre que necessário, os comitês técnicos assessores, incluindo os centros de estudo e pesquisa e os especialistas que vêm desenvolvendo pesquisas sobre o tema. A circulação do vírus zika é confirmada por meio de teste PCR, com a tecnologia de biologia molecular. A partir da confirmação da circulação do vírus em uma determinada localidade, os outros diagnósticos são feitos clinicamente, por avaliação médica dos sintomas. O teste para a confirmação do zika vírus deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas. “Vale ressaltar que o vírus é de difícil detecção, já que cerca de 80% dos casos infectados não manifestam sinais ou sintomas”, informa o Ministério da Saúde, em nota.

O órgão informou ainda que estuda, junto com especialistas e gestores locais de saúde, um novo modelo de notificação. Este novo modelo de avaliação faz parte dos estudos que envolvem o zika vírus uma doença nova que chegou ao Brasil em maio de 2019 e é desconhecida para a literatura mundial. “O teste para a confirmação do vírus deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas”, finaliza.

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