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M�dicos decidem hoje se pedem demiss�o coletiva

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Os neonatologistas da Maternidade Santa Mônica vão realizar uma assembléia, hoje, às 11 horas, na própria maternidade, para deliberar sobre o pedido de demissão coletiva. O presidente do Conselho Regional de Medicina, Emanuel Fortes, adianta que se realmente ficar homologado o pedido de demissão, os profissionais terão a responsabilidade de continuar no serviço por um prazo estipulado, para evitar maiores transtornos aos pacientes. ?Reconhecemos que eles têm razão, pois houve rebaixamento do salário, o que é inconstitucional. Com a saída desse pessoal, a maternidade não terá condições de atender e, caso haja alguma morte, a responsabilidade é do governo, até porque não se trata de greve e, sim, de demissão?, sustentou. O secretário de Administração, Walter Oliveira, afirmou que os médicos vão receber a diferença salarial retroativa a agosto, mas só quando a Assembléia aprovar o Plano de Cargo e Carreira da Saúde, que encontra-se na Procuradoria-Geral do Estado. O procurador Ricardo Méro, por sua vez, disse, ontem, que vai entregar o projeto do PCC da Saúde até amanhã, ao Gabinete Civil, de onde deverá sair para a Assembléia Legislativa. Para a presidenta do Sindicato dos Médicos, Edilma Barbosa, ?essa situação reflete falta de respeito não só com os médicos, mas também com os usuários do serviço público de saúde. É um absurdo reduzir em mais de 50% o salário dos profissionais e pedir para que esperem pacificamente, na esperança de um dia a questão ser resolvida?, criticou, enfatizando que já é o segundo mês de aviltamento dos salários. Ela acrescenta que não há no Estado neonatologistas para fazer a substituição daqueles que deixarem a Maternidade Santa Mônica, pois foram abertas 30 vagas no concurso e apenas 27 aprovados. Todos já trabalhavam na Santa Mônica como prestadores de serviço, recebendo em média R$ 1.300 e, após a nomeação, alguns estão recebendo R$ 530,00. A diretora da maternidade, Laura Dantas, sustentou que é humanamente impossível garantir o atendimento com o pouco que resta do quadro médico da maternidade. Com o afastamento dos neonatologistas, a população só terá como opção para assistência médica a recém-nascidos o Hospital Universitário, que possui UTI Neonatal. O HU possui, no entanto, apenas dez leitos destinados a crianças de risco, nascidas prematuramente ou com problemas de saúde. A quantia não é suficiente para atender à demanda.

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