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VENDAS EM HIPERMERCADOS DE AL AVANÇAM 42% EM JUNHO, DIZ SEFAZ

De acordo com Fazenda, as atividades econômicas agrupadas obtiveram crescimento nominal de 13%

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Pandemia faz setor de hipermercados e supermercados aumentarem vendas em Alagoas
Pandemia faz setor de hipermercados e supermercados aumentarem vendas em Alagoas -

Os alagoanos estão consumindo mais nas idas aos supermercados e hipermercados. Isso é o que mostra o novo balanço do movimento econômico em Alagoas, divulgado pela Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL). O documento aponta crescimento de 42% na emissão de notas fiscais em hipermercados e 27% em supermercados, no mês de junho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o balanço, as atividades econômicas agrupadas obtiveram um crescimento nominal de 13%. O varejo como um todo teve crescimento de 8%. Além dos supermercados e hipermercados, os frigoríficos e peixarias foram segmentos que apresentaram alta. Foram 32% a mais de notas emitidas nestes empreendimentos. Os medicamentos, que já vinham em alta desde maio, venderam mais tanto na comparação com o mesmo período do ano passado (31%) e avançou 10 pontos percentuais em comparação com maio deste ano. Os destaques negativos ficaram com o setor de vestuário, quer recuou 75%, calçados 74% e tecidos com queda de 42%. Já a atividade de Atacado teve aumento de 13% em Alagoas com ênfase positiva no comércio atacadista de cimento, que cresceu 87%, e material de construção como um todo vendeu 57% a mais em junho. Os alimentos vendidos em atacado tiveram alta de 32% nas vendas. Já a venda de combustíveis recuou 19%. No segmento industrial houve resultado positivo geral de 20%, tendo se destacado positivamente fabricação de resinas (50%), fabricação de produtos químicos (34%), fabricação de bebidas (23%). Destacaram-se negativamente as atividades de fabricação de açúcar (-55%), fabricação em geral (-18%) e petróleo e gás (-3%).

PAÍS

De janeiro a maio o setor supermercadista brasileiro acumulou alta real de 5,63% na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), apurado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade. No mês de maio, o setor registrou crescimento de 11,93% em relação a maio do ano anterior, e alta de 3,75% na comparação com abril.

“Com a chegada da pandemia do coronavírus e o isolamento social as pessoas intensificaram suas compras de abastecimento com o intuito de estocar produtos e sair menos de casa. Por isso, o aumento nas vendas nos últimos meses já era esperado pelos empresários do setor”, declara o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

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Sanzovo destaca ainda que as medidas do governo federal para amenizar os impactos da pandemia na economia, principalmente o auxílio emergencial, também tem refletido no crescimento das vendas dos supermercados. Mesmo assim, não descartou os impactos da queda do poder de compra da população no setor gerados pelo aumento do desemprego no país. “Muitas empresas, para garantir a sobrevivência dos seus negócios precisaram demitir, aumentando a taxa de desemprego, que seguia em lenta recuperação. O Brasil está entrando em uma séria recessão econômica, assim como a maioria dos países do mundo que foram afetados pelo novo coronavírus. Sabemos que o processo de retomada da economia necessitará do subsídio do governo às empresas que ficaram fechadas, e da desburocratização do ambiente de negócio, redução das tributações e taxas de juros para incentivar novos investimentos e contratações no varejo.” Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela que após ter alcançado o menor patamar da série histórica no mês passado, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou crescimento de 6,6% em julho, passando de 66,7 pontos para 69,3 pontos. Foi o primeiro avanço mensal do indicador em quatro meses, desde o início da pandemia do novo coronavírus. Por outro lado, no comparativo anual, houve queda de 39,5%, segundo a CNC. Mesmo com o resultado positivo em julho, o índice continua abaixo dos 100 pontos, na zona de avaliação pessimista, e 59 pontos, abaixo do nível pré-crise. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os comerciantes ainda sentem os efeitos do surto de covid-19. Segundo ele, de março até o fim de junho, os prejuízos do setor alcançaram R$ 240,8 bilhões.

* Sob supervisão da editoria de Economia

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