Cidades
BANCOS MANTÊM ATENDIMENTO NORMAL
Apesar da pandemia do novo coronavírus ainda não ter terminado, as agências bancárias de Alagoas, que também foram diretamente afetadas pelo novo vírus, assim como os demais setores econômicos do estado, permanecem em funcionamento. O número de contaminados entre a classe bancária ainda não pode ser calculado e o número de óbitos chega a quatro.
Os serviços bancários continuam sendo prestados mesmo durante a pandemia, segundo Márcio do Anjos, presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas. “Os serviços bancários continuam sendo prestados com a mesma eficiência de sempre, mesmo que estejamos, claro, com um contingente menor de pessoas para atendimento, causado não apenas pela Covid-19, mas também por medidas negociadas entre nós do movimento sindical com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), com o intuito de proteger vidas”, destacou.
“Todas as agências estão funcionando no nosso estado, e quando é confirmado um caso de covid-19 a agência em questão é fechada, temporariamente, para que seja feita a sanitização completa, que nada mais é do que uma desinfecção do local, e logo depois desse procedimento adotado se reabre para retorno do atendimento ao público”, informou Márcio dos Anjos.
CLASSE
Paralelo ao retorno ao funcionamento das agências, a situação da classe de bancários não é a das melhores, reforça Márcio dos Anjos. “A situação é uma das piores possíveis, pois mesmo tendo sido tomada diversas medidas para minimizar a possibilidade de contágio, os bancários têm de conviver com uma exposição absurda, ficando claro que os bancos priorizam os lucros em detrimento da vida. Além da cobrança criminosa do cumprimento de metas mesmo durante a pandemia, existe o medo do contágio e o agravamento de toda a questão psicológica que os bancários e bancárias são submetidos e submetidas no seu dia a dia”, relatou o presidente do sindicato. Márcio dos Anjos salientou, entretanto, que apesar do número de contaminados ser alto, ainda não há como quantificar, uma vez que os bancos não repassam esses números. “Infelizmente não temos esse número oficial, pois nos falta transparência por parte dos bancos que apesar de terem assumidos um compromisso conosco quando criamos um comitê bipartite de crise, para tratarmos apenas das questões sobre Covid-19 e as suas consequências, essa troca de informações por parte deles não aconteceu, por motivos óbvios seria delatar a si próprio pela negligência e flexibilização do protocolo anteriormente adotado. Temos apenas o número de óbitos. Quatro pessoas perderam suas vidas, esses dados eles não têm como esconder”, frisou.
“Sabemos apenas que é um número alto de contaminados, e repito, poderia ser quatro ou cinco vezes mais se não fossem todas as medidas tomadas no sentido de proteger, a exemplo de afastamento imediato das pessoas do grupo de riscos; rodízio; contingenciamento no atendimento; redução no horário de expediente ao público; utilização obrigatória de máscaras cedidas pelos bancos a todos os bancários e bancárias desse país e álcool em gel em abundância etc.”
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FILAS
No que diz respeito a grandes filas em agências bancárias, Márcio dos Anjos informou ser por conta da decisão tomada pelo Governo Federal, contando com a cumplicidade do presidente da Caixa, onde filas quilométricas se formaram por conta do pagamento do Auxílio Emergencial, criando aglomerações gigantescas, quebrando assim o isolamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “Vale ressaltar que sempre fomos contra essa concentração na Caixa, pedimos para que fosse feita a distribuição para todos os bancos do sistema financeiro nacional, infelizmente não fomos atendidos. As condições de trabalho são precárias, faltam mais trabalhadores que deveriam ser contratados através de concursos públicos, para que viessem a melhorar as condições de atendimento”, finalizou.