Cidades
COMUNIDADES CARENTES DEPENDEM DE DOAÇÕES
A pandemia do novo coronavírus expôs cenários e aflorou as paisagens da pobreza e da miséria em Alagoas. Quase sem apoio do Poder público, moradores das comunidades carentes e favelas vivem com as incertezas do amanhã. Em muitas situações, contando com a própria sorte, sendo materializada com a ajuda de voluntários e de doações.
Carlos Jorge, fundador da Organização não Governamental MandaVer ajuda centenas de milhares de moradores do Vergel do Lago, do Dique Estrada, desde a Vila Brejal até a favela Muvuca, no Trapiche e no Conjunto Joaquim Leão, e dentro do bairro.
“As ações efetivas a gente se voltou com ações sociais, com a distribuição de cestas básicas. Também tem alimentação e outra ação foi de prevenção, com a distribuição de álcool em gel, máscaras e outros produtos de higiene”, detalhou Carlos.
Durante à pandemia da Covid-19, a Manda Ver tirou o foco do esporte, da educação e da cultura, para poder doar solidariedade às comunidades carentes já assistidas pela entidade.
Do alimento a grandes doações, de pessoa física a jurídica, do Brasil e até dos Estados Unidos, são incontáveis às doações recebidas pela instituição, que são revertidas para as comunidades carentes do Vergel.
Ainda na parte baixa e na região do Vergel, a Comunidade Nosso Lar também desenvolve ações para amenizar a dor da fome, com todas as medidas de contenção, continua distribuindo sopa. Ao todo, segundo os representantes da instituição, 500 pessoas são beneficiadas com o prato de comida.
Com relação ao material de higiene e cestas básicas, o Nosso Lar, que recebe doações e repassa para os moradores das favelas, fez um cadastro e está entregando para as pessoas, por ordem alfabética, que não receberam o auxílio emergencial. Entretanto, ainda conforme os representantes, a comunidade permanece aberta para doar para quem mais precisa.
Na parte baixa, além da Manda Ver e da Comunidade Nosso Lar, as associações de bairros, o Instituto Servir, o Projeto Erê, Casa do Congresso do Povo e Empodera Azul, entre outras, também auxiliam os moradores da parte baixa da capital alagoana.
CESTAS BÁSICAS
Segundo a diretora de proteção social básica da Semas, Denaide Oliveira, a população em vulnerabilidade social da cidade vem sendo atendida, pelos serviços da Assistência Social, através do auxílio emergencial do governo federal e das cestas básicas que estão sendo fornecidas até o momento, e pelos atendimentos da rede socioassitencial de forma geral. “Não tivemos ações focadas em comunidades específicas. As ações do órgão estão sendo voltadas à população em situação de vulnerabilidade já identificada pelo Cadastro Único (Cadúnico) para programas sociais, que inclui essas famílias que moram em favelas”, disse Denaide Oliveira. Com relação ao número de comunidades carentes em Maceió, a Semas não possui mapeamento de números de favelas e de moradores dessas áreas.
INTERIOR
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“A miséria está grande. O Estado tem dinheiro e nega aos povos empobrecidos”. Esse é o relato de uma moradora, que preferiu não se identificar, da região do Agreste alagoano. A fala da moradora reforça o que o Instituto para o Desenvolvimento das Alagoas (Ideal) aponta que os moradores mais carentes sofrem porque não há auxílio para todos. Pensando em diminuir a desigualdade e fortalecer as iniciativas de solidariedade, o Ideal criou o Guia das Iniciativas Solidárias Alagoanas #CidadaniaCura. No interior, há a Associação de Assistência São Vicente de Paulo (Casa dos Velhinhos), Casa de Caridade de Candomblé Ilè Axé Odadara Xangô Agodô, que arrecada e doa alimentos para Arapiraca e Santana do Ipanema, o coletivo Ofensiva Socialista/CATT, Comunidade Mangabeiras, Eu Vejo Vocês, Projeto Espalhe Amor, Projeto João Lucas, entre outras. Confira o guia: https:// drive.google.com/file/ d/1XoPk8y4T1Rn2NhwyHyvRM1VJqd7UOpI-/view.