Cidades
Conselheiros da Educa��o criticam processo eleitoral
A professora Virgínia Miler foi eleita, ontem, pelo Conselho Municipal de Educação, presidenta do órgão. Ela obteve 10 votos, contra os 9 da adversária, Ivanilda Verçosa. ?Foi uma eleição acirrada, onde pela primeira vez o voto foi aberto, o que, a nosso ver, intimida os votantes e torna o processo eleitoral susceptível à ingerência e pressão superior?, analisou a sindicalista Lenilda Aureliano, uma das conselheiras. Ela explicou que a eleição havia sido convocada para quarta-feira, 12, por unanimidade pelo Conselho. ?A secretária Paula Saldanha entendeu que só ela poderia fazer a convocação e marcou uma nova data, para um dia depois, ontem. Nós estranhamos a novidade do voto aberto, que foi defendido por ela. Como o Regimento não tem definição explícita sobre a modalidade do voto, deliberou-se na hora e prevaleceu a proposta defendida pela secretária?, disse Lenilda. Na opinião da sindicalista, o fato de o voto ter sido aberto intimidou os funcionários e alguns professores a declararem escolha contrária à da secretária. ?Vamos analisar juridicamente se o procedimento foi correto. De qualquer forma, foi estranho e acho que a democracia não foi respeitada, mas primamos para que a professora eleita cumpra o papel fiscalizador da política de educação?. A secretária Ana Paula afirmou que se manteve isenta do processo eleitoral.