Cidades
PESSOAS COM SINTOMAS DEVEM SER ISOLADAS CORTESIA Para Jonas Silveira, ainda não houve tempo para a flexibilização se refletir nos dados epidemiológicos Segundo o professor e pesquisador Jonas Silveira, a falta de testes impossibilita que se consiga saber efetivamente o que está acontecendo e isso cria ou pode criar artificialmente uma estabilização dos casos. Nesse contexto, entra outro componente que é o tempo, de acordo com ele. “Olhando alguns dados abertos que a gente rastreou, tem a questão
Segundo o professor e pesquisador Jonas Silveira, a falta de testes impossibilita que se consiga saber efetivamente o que está acontecendo e isso cria ou pode criar artificialmente uma estabilização dos casos. Nesse contexto, entra outro componente que é o tempo, de acordo com ele.
“Olhando alguns dados abertos que a gente rastreou, tem a questão do tempo que está demorando até o teste chegar. O Comitê Científico do Consórcio Nordeste avalia que o resultado das testagens saia em até 48 horas, por que essa velocidade é importante? porque a gente faz um teste hoje e a resposta sai em tempo hábil para conseguir que essa pessoa que foi diagnosticada com sintomas fique isolada, em quarentena mesmo. Isso possibilita que a gente rastreei essa pessoa quando a infecção ainda está ativa e consiga tomar as medidas efetivas para isolar. Se o teste demora para ser realizado, do ponto de vista da gestão clínica dessas pessoas a gente tem uma dificuldade, um atraso”, avalia.
Os resultados que Alagoas acompanha hoje da Covid e que finalmente pode ter estabilizado, na verdade, referem-se há 15 dias. Ou seja, de quando as pessoas ainda estavam em grau de isolamento social.
“E com a reabertura (da economia) a gente não teve tempo dessa reabertura refletir nos dados epidemiológicos porque demora para chegar o resultado, além do problema que é a quantidade de testes limitados que a gente está realizando”, completa o pesquisador Jonas Silveira.
Em termos de tomada de decisão rápida para monitoramento do novo coronavírus, segundo Jonas, o mais importante é o exame do tipo PCR porque traz informação sobre o começo da infecção, já o teste rápido indica de modo geral se a pessoa já esteve contaminada.
“Não tenho nenhuma segurança para afirmar que os indicadores em Alagoas estão se estabilizando. Acho que se apoiar nesse tipo de informação como se fosse algo claro e evidente passa às vezes pela inabilidade de analisar a situação. Não tem como dizer que está se estabilizando. Qualquer tentativa de afirmar que está se estabilizando é uma leitura simplificada e potencialmente utilitarista dos dados como são colocados hoje”, conclui. RC