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Nº 5718
Cidades

Lixo: 30% das casas n�o t�m coleta em AL

Alagoas está entre os Estados brasileiros com maior número de residências desprovidas de coleta de lixo. Dos 649 mil domicílios pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 202.025 não são contemplados com este serviço. Ou sej

Por | Edição do dia 31/03/2002 - Matéria atualizada em 31/03/2002 às 00h00

Alagoas está entre os Estados brasileiros com maior número de residências desprovidas de coleta de lixo. Dos 649 mil domicílios pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 202.025 não são contemplados com este serviço. Ou seja, mais de 30% das moradias no território alagoano. Os dados são do Censo 2000 que constatou em 64.097 do total de imóveis residenciais do Estado, as pessoas queimando os resíduos sólidos urbanos em terrenos próximos de onde moram. Em outros 5.577 os moradores preferem enterrá-lo. Em 117.805 dessas moradias a população joga o lixo em terrenos baldios e logradouros, outros 6.951 despejam-nos no mar, rios, lagos ou riachos e, outras 7.595 famílias dão destino diferente a seu lixo (não especificado pelo IBGE). Conforme definição científica, resíduos sólidos urbanos são todos os materiais resultantes da atividade humana que pode estar no estado sólido ou semi-sólido. E podem ser classificado de acordo com a sua natureza, seco e molhado; composição orgânica, matéria orgânica ou inorgânica e pelos riscos potenciais ao meio ambiente, perigosos, não-inertes e inertes. Quanto à origem, o lixo pode ser residencial, comercial, público, hospitalar industrial, agrícola e entulhos. Independente da classificação ou origem, o tratamento inadequado do lixo acarreta sérios problemas ambientais, poluindo os lençóis freáticos e o solo e causando males à saúde da população. Para o consultor ambiental e ex-diretor de controle ambiental do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Alder Flores, Alagoas como a maioria dos Estados brasileiros não dispõe de um serviço eficaz de coleta de lixo. O especialista em meio ambiente mencionou uma pesquisa feita pelo IBGE sobre o destino do lixo no Brasil. Esse estudo concluiu que 76% dos resíduos sólidos são jogados a céu aberto, 13% são depositados em aterros controlados, 10% em aterros sanitários, 0,9% tem como destino a usina de compostagem e apenas 0,1% é incinerado. “A prática da reciclagem deve ser incentivada como forma de amenizar a problemática do lixo em Alagoas. Trata-se de um processo de educação ambiental, realizado conjuntamente com os órgãos governamentais e a população”. Alder Flores, que é também secretário de Meio Ambiente de Marechal Deodoro, aponta a compostagem e a incineração como alternativas para o devido tratamento ao material sólido. “Na compostagem, a matéria orgânica presente no lixo é transformada em adubo graças à ação de microorganismos. A técnica é viável apenas em cidades com até 70.000 habitantes”. Maceió, segundo os dados do IBGE, tem 797.759 habitantes. Alternativa Outra alternativa apresentada por ele é a incineração, processo no qual os compostos orgânicos são reduzidos a seus constituintes minerais, principalmente dióxido de carbono e vapor d’água a sólidos inorgânicos (cinzas) numa temperatura geralmente acima de 900º C, o que reduz drasticamente o volume a ser descartado. A maior desvantagem da incineração é o custo. É um dos tratamentos de resíduos mais dispendiosos, tanto no tratamento inicial como no operacional, além de precisar de mão-de-obra qualificada. “Fundamentado em critérios de engenharia e normas específicas, o aterro permite a segurança em termos de controle de poluição ambiental e proteção à saúde pública. É o método mais indicado para tratar do lixo domiciliar, desde que observado um projeto para o tratamento final do chorume (fração líquida do lixo)”.

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