Cidades
Popula��o abra�a Munda� em protesto contra degrada��o
ANA MÁRCIA Cerca de 1.500 pessoas deram-se as mãos no terceiro abraço simbólico à Lagoa Mundaú, na manhã de ontem, para protestar pacificamente contra a degradação que atinge o rico ecossistema. A iniciativa do Programa Ambiental Lagoa Viva reuniu a comunidade da área lagunar, estudantes de escolas públicas municipais e estaduais e ambientalistas que se concentraram no Monumento ao Milênio, no Dique Estrada. De acordo com a coordenadora do Programa Lagoa Viva, Lenice Santos de Moraes, o objetivo da mobilização é transmitir, sobretudo às crianças, aos jovens e adolescentes, assim como sensibilizar as autoridades, sobre a necessidade de uma urgente intervenção para salvar a lagoa da poluição. ?Queremos chamar a atenção das autoridades para os córregos de esgotos que vão para a lagoa, o assoreamento e o lixo depositado, sendo necessárias educação ambiental e ações de saneamento?, destacou Lenice, ressaltando que os pescadores não conseguem mais exercer as suas funções, pela elevada degradação ambiental da lagoa. O Lagoa Viva é um programa de educação ambiental da Braskem em parceria com as secretarias de Educação de Maceió, Marechal Deodoro e do Estado, com as comunidades que habitam as áreas ao redor do complexo estuário lagunar Mundaú-Manguaba. O programa atua no ambiente formal da escola e com eventos destinados às comunidades, através de oficinas, congressos e seminários. O professor Jorge Mário Lisboa, um dos representantes do Lagoa Viva, lembrou que as lagoas não são apenas sinônimo de pesca, mas de turismo e vida. Segundo Jorge, o complexo Mundaú-Manguaba representa fonte de sobrevivência para mais de 250 mil alagoanos, possui um vasto potencial nas áreas de pesca e turismo em risco de se perder, se as agressões ambientais não forem controladas. Ele defendeu a recuperação dos manguezais, do que resta de mata atlântica e de restinga para que o belo e variado ecossistema não fique apenas na lembrança de um cartão postal de outrora.