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Mulher ainda � a maior v�tima da viol�ncia em AL

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FÁBIA ASSUMPÇÃO As mulheres continuam sendo as maiores vítimas de crimes no Estado, de acordo com a coordenadora do Centro de Apoio às Vítimas de Crime (CAV), Carla Cotrim Uchôa. Elas são vítimas principalmente de lesões corporais e ameaças praticadas geralmente por maridos e companheiros. Discutir o atendimento adequado a mulher e outras vítimas da violência é o principal foco do Seminário de Atores do Atendimento às Vítimas de Crimes no Estado de Alagoas, que será encerrado hoje, no auditório da Escola Superior de Magistratura de Alagoas (Esmal). O seminário foi aberto na noite de quinta-feira e reúne representantes de entidades que prestam atendimento a vítimas de violência no Estado. Entre seus objetivos está a mobilização dos diversos atores da justiça criminal para reflexão acerca do rompimento do ciclo da violência a partir do oferecimento de um melhor atendimento à vítima. Segundo Carla Cotrim, Alagoas foi um dos primeiros estados do País a implantar um Centro de Atendimento às Vítimas de Crime, que está em funcionamento há dois anos. Em média, são feitos 400 atendimentos por mês. Como as mulheres são as que mais procuram o serviço, o CAV também mantém um atendimento na Delegacia de Mulheres e no município de Rio Largo, que apresenta os maiores índices de criminalidade no Estado. Interiorizar Mas a proposta é interiorizar as ações do CAV, que oferece apoio não só jurídico às vítimas de crimes, mas acompanhamento psicológico e social. Carla afirma, no entanto, que é preciso fortalecer mais a rede de parceiros do CAV, a exemplo do Conselho Tutelar e implantar uma Casa Abrigo para receber as vítimas que não têm onde ficar após denunciar seus agressores. O Seminário de Atores foi promovido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, Secretaria Executiva de Justiça e Cidadania, Centro de Apoio às Vítimas de Crime, Tribunal de Justiça, Escola Superior de Magistratura e Centro de Formação e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público.

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