Cidades
FUNCIONÁRIOS DA VELEIRO FECHAM PARTE DA AV. FERNANDES LIMA
Categoria cobrou pagamento de salários atrasados e de outros benefícios; empresa acusa sindicalistas de violência
Funcionários da empresa Veleiro realizaram, na manhã desta segunda-feira (3), um protesto para cobrar o pagamento de salários atrasados e outros benefícios que, segundo eles, não estão sendo repassados pela empresa. Com uso de faixas, eles fecharam parte da Avenida Fernandes Lima, no Farol.
Já em Rio Largo, trabalhadores da empresa fizeram outro protesto na madrugada, mas foram interrompidos por militares do Centro de Gerenciamento de Crises. Eles alegam truculência por parte da Polícia Militar (PM).
“A empresa demitiu 146 trabalhadores e não pagou as indenizações, sem contar nos cinco meses dos planos de saúde. Já estamos com quatro meses de salários atrasados”, informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Alagoas (Sinttro-AL), Sandro Régis.
O sindicalista ainda mencionou que 85 trabalhadores da empresa que haviam sido demitidos foram reintegrados por determinação da Justiça, mas tal reintegração só se deu no papel, visto que a decisão não foi cumprida pela empresa.
RIO LARGO
Também nesta segunda, durante a madrugada, os trabalhadores da Veleiro que atuam em Rio Largo fizeram um protesto em frente à garagem da empresa, que acabou interrompido pelo Gerenciamento de Crises da Polícia Militar.
Quanto à ação da polícia, os rodoviários acusam os militares de agir com violência, fazendo uso de balas de borrachas e bombas de efeito moral. Na última quinta-feira (30), outro protesto foi realizado na garagem da Veleiro em Rio Largo, onde os colaboradores foram à porta da empresa e participaram de uma assembleia. Na ocasião, ônibus tentaram sair da garagem, mas foram barrados por alguns trabalhadores da empresa. Na assembleia, no entanto, funcionários da Veleiro decidiram que iriam paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir desta segunda, e apenas 30% da frota - que faz a linha Cruzeiro do Sul - passaria a circular. No momento, a reportagem tenta contato com a Polícia Militar e a empresa Veleiro.
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VIOLÊNCIA
Após uma decisão por greve na quinta-feira (30) e uma manifestação em sua porta em Rio Largo, região metropolitana de Maceió, nesta segunda-feira (03), a viação divulgou nota nesta segunda-feira (03) em que repudiou o que considera episódios de violência de sindicalistas e ex-funcionários contra os trabalhadores da empresa em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. Segundo a Veleiro, funcionários foram apedrejados por manifestantes e ônibus tiveram os pneus murchados para comprometer a operação da frota em Rio Largo.