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NÚMERO DE LEITOS ESTÁ ABAIXO DO IDEAL

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Levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que em decorrência da pandemia do novo coronavírus houve aumento de 45% da oferta de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Brasil, mas que a distribuição ainda é desigual. Alagoas aparece entre os quatorze estados com índice na rede pública abaixo do preconizado por especialistas em medicina intensiva. Alagoas conta, de acordo com dados do CFM, com 0,93 leito do Sistema Único de Saúde (SUS) para dez mil habitantes. Número abaixo do recomendado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), que aponta como proporção ideal um índice de 1 a 3 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes. No Nordeste, apenas Paraíba, Pernambuco e Sergipe têm índice preconizado, respectivamente com 1,16; 1,10 e 1,02. Os dados divulgados nessa terça-feira (4) mostram que mesmo com o incremento de quase 20 mil leitos públicos e privados de UTI para atendimento exclusivo de pacientes com a Covid, o País continua a contar com uma infraestrutura insuficiente para acolher pacientes com outras doenças. “Todos os estados do Norte (exceto Rondônia), além de Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Neles, os índices variam de 0,44 leito por grupo de 10 mil habitantes (caso do Amapá) a 0,96 (no Rio Grande do Norte)”, explica o CFM. A oferta de leitos de UTI em estabelecimentos públicos, conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), ou particulares aumentou cerca de 45% desde que o Brasil passou a enfrentar a pandemia de Covid-19. Segundo publicação do CFM, em fevereiro deste ano, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) apontava no Brasil a existência de 46 mil unidades de UTI. Metade deles está disponível para o SUS, de brasileiros, e a outra metade é reservada à saúde privada ou suplementar (planos de saúde), que hoje atende a aproximadamente 22% da população. Ao longo de 10 anos – entre junho de 2011 e junho 2020 – esse número aumentou em torno de 38%. “Contudo, por conta da Covid-19 esse processo foi acelerado. De fevereiro a junho de 2020, o total de leitos de UTI disponíveis no Brasil aumentou cerca de 20 mil unidades. Atualmente, o País conta 66,7 mil leitos desse tipo, ou seja, quase 45% a mais do que no início do ano. Contudo, estima-se que, com o fim da pandemia, os novos serviços podem ser desativados, o que fará o Brasil ter que continuar a acolher os pacientes somente com a infraestrutura próxima à que está em funcionamento, mas que não recebe casos de Covid-19”, informa.

Alagoas tem, segundo o governo do Estado, 1.326 leitos de UTI, intermediários e clínicos para atender pacientes com o novo coronavírus, com taxa de ocupação de 30% do número total e de mais de 50% de UTI. Informação do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) revela que boa parte dos estados não possui o número de leitos de UTI preconizado em parâmetro referenciado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).

“Também há desigualdade no acesso aos leitos de UTI disponíveis entre os serviços públicos e privados. Se consideradas os dois segmentos, a quantidade de leitos de UTI representa, em média, no Brasil, atualmente 2,2 leitos para cada grupo de 10 mil habitantes. Proporcionalmente, no entanto, o SUS conta apenas com 1,1 leito de UTI para cada grupo de 10 mil habitantes, enquanto a rede ‘não SUS’ tem 5 leitos para cada 10 mil beneficiários de planos de saúde”, informa o CFM.

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