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VÍRUS JÁ INFECTOU 5,8 MIL PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Dos mais de 64 mil infectados pelo novo coronavírus em Alagoas, 5.872 são profissionais de saúde

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Imagem ilustrativa da imagem VÍRUS JÁ INFECTOU 5,8 MIL PROFISSIONAIS DE SAÚDE
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O número de profissionais de saúde infectados pela Covid-19 cresce a cada novo Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Atualmente, entre aqueles que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus, o número de infectados já chega aos 5.872 casos, correspondendo a 9,1% do número total de infectados no estado de Alagoas, que já chega a marca dos 64.194 casos. O número de óbitos entre auxiliares e técnicos de enfermagem chega a sete. Atualmente, dos 64.1994 casos confirmados da Covid-19 no estado, 5.872 são entre os entre os profissionais da saúde de Alagoas, simbolizando o percentual de 9,1%. Dentro desse número, segundo o Sindicato dos Enfermeiros de Alagoas (Sineal), 1.042 casos suspeitos ou confirmados são profissionais de enfermagem contaminados pelo coronavírus. Destes, são 272 casos suspeitos ou confirmados entre os enfermeiros. O número compreende 23,8% da quantidade total de infectados.

A alta taxa de profissionais de saúde contaminados é preocupante, segundo a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Alagoas (Sineal), Renilda Barreto. “O dado é preocupante porque, por trás dos números, existem vidas humanas e todas as vidas importam. A Covid-19 ainda é uma doença com muitos fatores de risco desconhecidos pela ciência. Então, mesmo após curadas, as pessoas ainda podem ficar com sequelas”, disse.

“Além disso, cada profissional doente representa um risco para outros profissionais, para os seus familiares e para os pacientes. E cada enfermeiro que se afasta em razão da contaminação gera sobrecarga sobre os colegas que estão na linha de frente do combate à pandemia. Isso gera outras consequências sobre a saúde pela fadiga e pela pressão psicológica”, salientou a enfermeira.

A presidente informou ainda que o apoio prestado pelo Estado para os profissionais que testaram positivo para a Covid-19 é pequeno. “O apoio é ínfimo. Segundo os relatórios de inspeções realizadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), a maioria das instituições não fazem testes preventivos nos profissionais. Algumas afastam as pessoas do grupo de risco; outras só afastam os casos suspeitos ou confirmados. O suporte psicológico aos profissionais também varia de instituição para instituição e os equipamentos de proteção individual, em muitos casos, possuem qualidade duvidosa, isso quando não são insuficientes”, afirmou.

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MÉDICOS

De acordo com Marcos Holanda, presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), os casos confirmados de Covid-19 entre médicos são crescentes, mas o quantitativo só será levantado quando a situação amenizar. “Não temos como calcular por ora o número exato, contudo, infelizmente essa quantidade tende a ser alta”, disse o médico.

Quanto a auxílios do Estado ou hospitais particulares, o médico informou que o respaldo com a classe é quase inexistente. “De hospitais particulares não temos apoio algum, já do Estado nós temos o pagamento de salários. Eles ficaram responsáveis por pagar o salário base para aqueles profissionais que precisarem se afastar por conta da Covid-19. Por exemplo, trabalhamos recebendo gratificação, porém, no período afastado você recebe apenas o salário base sem a gratificação”, explicou.

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