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ESTADO PERDERÁ VERBA SE NÃO ABRIR DELEGACIA

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Alagoas pode perder recursos federais que poderiam ser investidos em segurança pública caso não crie a delegacia de combate à corrupção até o dia 14 deste mês. O Sindicato dos Delegados de Polícia de Alagoas (Sindepol) voltou a cobrar um posicionamento do governo do Estado. Apenas três estados brasileiros não têm a delegacia especializada. “O prazo informado pelo Ministério da Justiça é do dia 14 de agosto, sob pena de o estado perder o repasse, que para Alagoas é de cerca de R$ 1,6 milhão que deixaria de arrecadar, fora os R$ 600 mil da delegacia que seria criada, ou seja, mais de R$ 2 milhões. O dinheiro só pode ser usado se houver a delegacia”, explica o delegado Rubens Martins. “Só vão sobrar Alagoas, Bahia e Amazonas sem delegacia de combate à corrupção”, acrescenta. O delegado Rubens Martins informa que já existe projeto na Assembleia Legislativa de Alagoas para criação da delegacia, mas nada impede que o governador baixe um decreto, que poderia dar agilidade ao processo. “Mais importante que a delegacia é poder recuperar esse dinheiro da corrupção. Um dos prejuízos é passar uma imagem de que Alagoas não combate a corrupção, além de que esse dinheiro da corrupção, no lugar de escoar, vai voltar para investimento em áreas sociais”, acrescenta o presidente do Sindepol.

Um dos critérios para a distribuição de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) é que os estados tenham unidades que investiguem os chamados crimes do colarinho branco. A reportagem tentou contato com a assessoria do Gabinete Civil, mas não recebeu retorno das ligações.

O rateio dos recursos do FNSP aos estados e ao Distrito Federal, por meio da Portaria 631 de 2019, do Ministério da Justiça, prevê que 5% do montante seja destinado a unidades policiais dedicadas exclusivamente ao combate à corrupção, ocultação e lavagem de dinheiro, situação que ainda não saiu do papel em Alagoas.

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