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Local dever� ter vida �til de 20 anos

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O aterro sanitário proposta pelos técnicos da universidade terá vida útil de 20 anos. O projeto define que a área será previamente escolhida considerando os aspectos legais e ambientais; toda a área será impermeabilizada, cercada, iluminada, dotada de uma estrutura de apoio com administração e banheiros. Terá uma estação de tratamento de chorume (o líquido escuro que surge decorrente da decomposição do lixo orgânico). O lixo será previamente compactado e recoberto diariamente com terra. Aliado a isso, a Prefeitura de Maceió, que tem um convênio com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para executar uma política de resíduos sólidos na capital, terá que desenvolver ampla campanha de conscientização para envolver a população nesse projeto. O papel dos maceioenses será adequar-se ao processo de coleta seletiva, separando resíduos orgânicos (lixo molhado), de lixo reciclável, ou lixo seco. ?O lixo não é uma questão de querer, é de precisar. Todos temos que exercer nossa cidadania, contribuindo com o plano de gestão dos resíduos sólidos? - declara Nélia Callado, revelando que ela própria já é adepta da coleta seletiva. Ela conta que duas vezes por semana entrega ao grupo que faz esse trabalho no bairro da Pitanguinha, sacos com garrafas e recipientes plásticos de refrigerantes, material de limpeza e embalagens diversas. Essa é uma ação que deverá se tornar rotina na vida de todos os maceioenses, acrescenta Nélia. Do contrário, não será possível resolver o problema. Voltando à questão das áreas de aterro sanitário indicadas pelos técnicos da universidade, e que serão escolhidas pelo Instituto do Meio Ambiente (Ima/Al), a professora diz que os 70 hectares necessários ao projeto estão cobertos por plantações de cana de açúcar. ?Lamentavelmente, 80% da área rural de Maceió estão tomados por plantações de cana. O pouco que sobra é resquício de mata atlântica e pequenos plantios? - informou Nélia Callado.

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