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“S� informa��o faz aceitar aterro sanit�rio”

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BLEINE OLIVEIRA Só há um caminho para conter a reação de moradores do complexo Benedito Bentes contra a instalação do Aterro Sanitário de Maceió naquela região: informá-los sobre todos os detalhes do projeto. A avaliação é da professora-doutora Nélia Callado, integrante do grupo de trabalho da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) que elaborou os estudos sobre áreas adequadas para localização do Aterro. Na avaliação dela, se estiver bem informada a população vai entender o projeto e perceber que as vozes de lideranças comunitárias contrárias a ele têm quaisquer outros objetivos, menos beneficiar a sociedade. ?Nosso trabalho é sério e totalmente baseado em normas técnicas e ambientais. Não seríamos irresponsáveis de indicar uma área se houvesse risco? - declara Nélia Callado. Engenheira civil, com doutorado em política ambiental, ela ressalta que em nenhum momento os responsáveis pelo projeto disseram que o Aterro ficaria em área urbana. O relatório elaborado pelo Grupo de Estudos de Resíduos Sólidos e Recuperação de Áreas Degradadas mostra que, em linha reta, o conjunto Benedito Bentes I está a 17 quilômetros de uma das áreas proposta para o Aterro, o que põe por terra o discurso de que os moradores e suas casas serão prejudicados. O trabalho considerou todos os parâmetros legais e ambientais, respeitando proibições como, por exemplo, proximidade com área urbana e área de interesse turístico, com Reserva de Proteção do Patrimônio Natural, como é o caso da Área de Proteção Ambiental (APA) do Sistema Pratagy e altura do lençol freático. ?Todas as áreas sugeridas estão há mais de 200 metros de distância de qualquer corpo d?água? - explica Nélia. Um aterro sanitário tem que respeitar ainda a resolução 004/95 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que não permite atividades que atraiam pássaros ou que resulte em vazadouro de lixo no que tecnicamente é chamado Área de Segurança Aeroportuária. Os técnicos consideraram distância de 8k, 13km e 20 km do aeroporto Zumbi dos Palmares, para indicar uma área de 70 hectares próxima à usina Cachoeira do Meirim como local adequado à instalação do aterro sanitário. A professora Nélia Callado acha que os líderes comunitários que organizaram uma passeata contra a instalação do Aterro naquela localidade ?agiram sem qualquer embasamento técnico, ignorando o projeto e que está proposto para Maceió?. Ela diz que o trabalho desenvolvido pelos especialistas da universidade tem como objetivo resolver a questão dos resíduos sólidos (lixo), um dos mais sérios problemas da sociedade moderna. ?Nem um leigo cometeria o erro de dizer que o aterro vai atingir nascentes de água ou o que ainda resta de mata atlântica, muito menos a Ufal. A população precisa saber que um aterro é uma área projetada para evitar o mínimo dano ambiental, não é um lixão? - explica.

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