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Tapioqueiras pagar�o taxa de R$ 120,00 por uso do solo

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FÁBIA ASSUMPÇÃO As 26 tapioqueiras da orla marítima de Maceió não estão nada satisfeitas com a Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU), que decidiu cobrar delas, a partir deste mês, a Taxa por Uso do Solo, que custa em média R$ 120. Em meio à polêmica, a diretoria da Associação das Tapioqueiras promete entrar na briga para que a SMCCU reveja o valor da taxa. O diretor de Fiscalização da SMCCU, Galvacy de Assis, explicou que a taxa está sendo cobrada de acordo com o que estabelece o Código Tributário Municipal, levando em conta o tamanho da área ocupada. Segundo Galvacy, se as tapioqueiras quiserem pagar uma taxa menor, terão de diminuir a área ocupada. ?A taxa de R$ 120 corresponde ao padrão da maioria das barracas de tapioca, com oito jogos de mesas e nove metros quadrados?. Ele advertiu que o não-pagamento da taxa implicará na retirada da barraca. A diretora da Associação das Tapioqueiras, Rosiane de Araújo, afirmou, em entrevista à imprensa, que 70% das pessoas que sobrevivem da venda de tapioca não têm como pagar a taxa. A tapioqueira Maria da Glória de Araújo reclama que o valor da taxa corresponde ao que ela paga de Imposto de Propriedade Territorial e Urbana (IPTU), por ano, de sua casa. As tapioqueiras afirmam que o que arrecadam com a venda do produto não dá para honrar o pagamento da taxa. Na orla marítima de Maceió, a variedade do produto, feito à base de farinha de mandioca, já virou atração turística. Nativos e turistas costumam se deliciar, a partir do fim da tarde, com a tradicional tapioca de coco ou com recheios mais exóticos, como banana com canela e queijo ou de galinha desfiada e de camarão.

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