Cidades
ESTUDANTES DA UFAL VÃO TER ACESSO A INTERNET
.
Com a pandemia de Covid-19, os corredores das universidades ficaram vazios, e uma nova modalidade de ensino ganhou força: o ensino à distância. Contudo, nem todos os estudantes possuem acesso à internet, e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vinha resistindo a tendência.
Isso deve mudar em breve. A universidade antecipou à Gazeta que pretende participar do novo programa do Ministério da Educação (MEC) que buscará dar acesso à internet a estudantes de baixa renda do ensino federal do país para a realização de aulas à distância. Detalhes devem ser divulgados nesta terça-feira (18). Além da Ufal, o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) também deve entrar no programa, conforme antecipou à reportagem a Pró-Reitora de Ensino da instituição, Maria Cledilma Ferreira da Silva Costa. O Ifal, contudo, não possui previsão para a divulgação de maiores detalhes sobre a execução. O programa, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, realizou licitações com 3 operadoras do país para fornecer chips com conexão à internet aos estudantes que têm renda familiar entre meio e um e meio salário mínimo. Em Alagoas, o serviço deve ser prestado pelas telefônicas Claro e Oi. Serão dados chips telefônicos aos alunos que não os possuem e, para os que já têm, será fornecido bônus de dados. A franquia vai variar de 5GB a 40GB ao mês, com a estimativa de que cada aluno gaste, em média, 20GB para acessar os conteúdos educacionais e participar ao vivo das aulas remotas. Em lugares onde o acesso à internet não é possível por meio de redes móveis, a ideia é fornecer a conexão via satélite. “A nossa meta é não deixar ninguém para trás”, disse em nota o secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas de Souza. A informação confirma as pretensões da universidade de iniciar as aulas na modalidade à distância, que vinha enfrentando resistência da comunidade acadêmica devido a questões de acessibilidade. O serviço será coordenado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que já trabalha fornecendo internet Wi-Fi nos campi federais. A medida abarca tanto Universidade Federais quanto os Institutos Federais, que oferecem ensino técnico. O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) não comentou sobre o novo programa. Em um primeiro momento, o programa deve beneficiar cerca de 400 mil alunos na menor faixa de renda (meio salário mínimo). O investimento é de R$24 milhões.