Cidades
Incra vai afastar funcion�rios acusados de emperrar a��es
Cerca de 50 trabalhadores sem-terra estiveram, ontem, na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reclamando soluções para problemas que enfrentam em vários assentamentos. A queixa dos trabalhadores, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vão da liberação do crédito de apoio, destinado à alimentação e fomento, até a denúncia de que há funcionários do instituto ?emperrando? o processo de organização das famílias já assentadas. Diante dessa denúncia, o chefe do setor de Administração do Incra, Marcos João, pediu que as lideranças do MST apontassem esses funcionários. Os sem-terra citaram três nomes. O chefe administrativo do Incra disse que já havia recebido outras reclamações sobre eles e que tais fatos são inadimíssiveis, por isso, os três serão afastados do trabalho no campo. ?Temos confiança na atual gestão, mas tem muita coisa que não está andando. Parece que o Incra continua enferrujado?, reclamou José Roberto Silva, da coordenação nacional do MST. Incluir no Orçamento do instituto recursos para estradas, validação da demarcação realizada, assentamento de mais famílias no assentamento Chico Mendes, liberação de cestas básicas para os acampamentos e liberação do crédito de apoio foram algumas das reivindicações negociadas pelo MST com a direção do Incra. O superintendente-adjunto do Incra, Tadeu Jatobá, acompanhou a discussão e negociação com os sem-terra. Uma das principais reivindicações, a liberação de crédito de apoio, será atendida no caso das famílias que estão com a documentação completa.