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AULAS SÓ DEVEM VOLTAR COM TOTAL SEGURANÇA E SEM RISCOS PARA ESTUDANTES

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A possibilidade de um retorno presencial das aulas em Alagoas, sem a criação de medidas sanitárias que viabilizem uma retomada totalmente segura, vem causando preocupações em entidades educacionais por todo o estado. Em meio a pandemia do novo coronavírus, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), emitiu uma nota pública onde defendem que o retorno da aulas só deve ocorrer quando houver total segurança para estudantes, educadores e servidores. Através de nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) explica que, em algumas regiões do Brasil a transmissão está em alta, em outras segue estabilizada em patamares elevados de contágios e mortes e somente em poucos lugares a doença mostra sinais de queda, porém com riscos de novos picos. A nota ressalta ainda que alguns estados e municípios começaram a planejar o retorno às atividades escolares sem as devidas condições sanitárias, com infraestrutura precária das escolas, o que pode levar a um aumento no número de casos. “Diante desse contexto nunca registrado em países que só recentemente ingressaram em fases de aparente controle da pandemia, e mesmo assim, frequentemente, são surpreendidos com novos casos da doença – sendo que o Brasil está longe dessa realidade –, a CNTE reitera seu compromisso em defesa da vida e contra o retorno das aulas presenciais enquanto perdurar a pandemia e sem que haja segurança sanitária plena. Há mais de mês que o Brasil registra média diária acima de 1.000 (hum mil) óbitos relacionados ao coronavírus, sem contar o alto índice de subnotificações. E, para nós, trabalhadores/as em educação, todas as vidas são muito importantes e precisam ser preservadas”, diz a CNTE através da nota. Para a vice presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Célia Capatrano, o Sinteal é contra o retorno da forma que está sendo proposta pelas secretarias de educação. “Nós somos contrários ao retorno das aulas da forma que está sendo proposta pelas secretarias de educação. Porque você não pode achar que as crianças irão realizar tudo que é necessário para os devidos cuidados. Se com adultos já é difícil, imagina com crianças”, disse. “Isso enquanto âmbito estadual, mas se formos falar do municipal a situação só piora, porque o município mesmo não tem a menor condição de trabalhar com creches, por exemplo. Na verdade, o que ouvimos de muitos pais é que mesmo que as aulas sejam decretadas para retorno pelo governo, eles não levarão os filhos, porque entendem os riscos que estarão expostos”, destacou a vice presidente. No que tange as aulas remotas, Célia Capatrano entende que o serviço deve ser oferecido, contudo, com a devida disponibilização do Governo Federal de equipamentos necessários e de uma qualidade de internet, uma vez que, grande parte dos estudantes alagoanos da rede pública possuem baixa renda e não possuem sequer aparelhos eletrônicos para assistirem aulas online. “Para que se tenha noção, recebi há alguns dias alguns relatos de professoras da rede municipal e estadual de ensino, onde elas relataram casos de alunos que precisavam subir no muro dos vizinhos para terem acesso a internet. Outros não tinham sequer telefone, usavam o do pai quando ele não estava no trabalho. Temos que observar essas questões para um ensino de qualidade e que chegue a todos”, relata.

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