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UFAL: QUASE METADE DOS ALUNOS ESTÁ APTA A PROGRAMA DE ACESSO

Apresentação de plano de aulas online deve ocorrer na segunda-feira; são 11.284 alunos que podem ser contemplados

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Imagem ilustrativa da imagem UFAL: QUASE METADE DOS ALUNOS ESTÁ APTA A PROGRAMA DE ACESSO
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Conforme antecipado pela Gazeta de Alagoas, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) irá aderir ao programa federal que fornecerá chips com conexão à internet para alunos, com o objetivo de ampliar o acesso à aulas online. Nesta terça-feira (18), a Pró-reitoria Estudantil (Proest) divulgou um levantamento em que quase metade dos estudantes figura como aptos ao benefício.

A medida, em primeiro momento, busca beneficiar alunos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, o que corresponde, segundo a Proest, a 11.284 alunos dos campi da Ufal. Com um alunado de cerca de 24 mil estudantes, o número corresponde à quase metade dos discentes da instituição.

O Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) afirmou que já possui um sistema preparado para o cadastro dos alunos interessados no benefício. “Os pacotes variam de 5 Giga a 40 Giga, mas ainda não sabemos quanto chegará para Ufal. E quando chegar, caberá a Ufal definir quais os critérios de distribuição desses pacotes”, afirmou em nota Reinaldo Cabral, diretor do Núcleo. A Proest lançará um edital que fará a coleta dos nomes dos alunos interessados e, após a filtragem dos aptos ao programa, será feito o envio das informações ao ministério. “Após essa etapa de envio, haverá uma ação conjunta de vários setores da Universidade para distribuição dos chips enviados pelo MEC para os 11 mil 284 estudantes que estão aptos pelo critério de renda per capita de meio salário mínimo”, disse o pró-reitor, Alexandre Lima. Uma comissão instituída pelo Consuni, chamada Comissão Especial Retorno Não-Presencial, já chegou a uma minuta com proposta de resolução para as normas que balizarão as atividades remotas dos estudantes. A Gazeta de Alagoas obteve acesso a um rascunho de minuta que circula. A assessoria da Ufal reiterou que o texto é um rascunho e pode ser modificado.

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Um rascunho que pode ser a versão final da resolução do Consuni que será apresentada na segunda-feira (24) ao Consuni trata as atividades online como ‘opcionais’ e que alunos que não se matricularem na modalidade não sofrerão punições. Ela inclui disciplinas obrigatórias, eletivas, estágio e apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Atividades complementares, como extensão, também estão previstas no plano, e algumas já estão sendo submetidas por professores da universidade e ocorreram, como uma série de debates sobre Covid-19 na imprensa que ocorreu em julho. A carga horária máxima do estudante deve ser 18 horas semanais, o que equivale, segundo o texto, a aproximadamente três componentes curriculares. O período será flexível, e tem duração prevista de dez semanas. Será de competência dos colegiados de curso analisar e aprovar os planos de aula dos professores. O professor deverá definir as duas avaliações do período, sendo somente a reavaliação final prevista em calendário unificado. Uma emenda adicionada ao texto sugere que o aluno que tenha problemas de conexão durante a aplicação da prova pode solicitar reavaliação em até 48h.

Feitas online, as matriculas ocorrerão em datas que serão divulgadas no calendário final, que deve ser estabelecido pelo Consuni. Estudantes que estejam pagando as últimas matérias do curso terão prioridade no acesso às vagas que, assim como as presenciais, serão limitadas.

A frequência mínima do aluno ficou fixada no rascunho como em 75%, e o sistema de avaliação geral, como forma de atribuição de nota e rendimento mínimo, seguirá os padrões da universidade para atividades presenciais. O estudante poderá cancelar sua matrícula a qualquer momento, sem ônus. As defesas de TCC serão marcadas pelos cursos e gravadas, e imprevistos ficarão à cargo dos colegiados. Os trabalhos aprovados serão considerados válidos, assim como um trabalho apresentado presencialmente. Estágios em áreas consideradas ‘essenciais’, como medicina e jornalismo, e que sejam presenciais, deverão ser avaliados pelo colegiado de cada curso, levando em conta a situação e legislação de emergência da pandemia de Covid-19 na região do campus.

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