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ALAGOAS TEM 277 MIL PESSOAS TRABALHANDO POR CONTA PRÓPRIA

O número é quase 6% maior do que o registrado no ano anterior, aponta pesquisa do IBGE

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Trabalho por conta própria cresceu em Alagoas na passagem de 2018 para 2019, diz IBGE
Trabalho por conta própria cresceu em Alagoas na passagem de 2018 para 2019, diz IBGE -

O número de trabalhadores alagoanos por conta própria aumentou 5,7% em 2019, na comparação com o ano anterior, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2019, divulgada nesta quarta-feira (26), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O que os resultados indicam é que embora o contingente de trabalhadores por conta própria tenha crescido em Alagoas, alcançando 277 mil pessoas, a parcela que possuía CNPJ não acompanhou o mesmo ritmo, ocasionando a queda percentual. A pesquisa revela que no ano passado, Alagoas apresentou uma queda no número de trabalhadores por conta própria com CNPJ. Os dados mostram que 12,2% dos trabalhadores que atuam por conta própria tinham o registro, o que representa uma redução de 2,9 pontos percentuais em relação ao ano anterior, quando esse percentual era de 15,1%. Em relação ao início da série histórica, em 2012, a população de trabalhadores por conta própria sofreu redução (eram 293 mil). Já a quantidade que possuía CNPJ subiu para 34 mil (eram 30 mil).

Em 2018, estimava-se que Alagoas tinha 25 mil empregadores, dos quais 20 mil possuíam CNPJ, o que representava 77,5% do total. Em 2019, embora o número de empregadores com CNPJ tenha passado para 21 mil, o contingente empregador total foi de 28 mil, representando uma queda percentual para 74% dos empregadores com CNPJ. Houve mais empregadores, mas a maior parte deles sem o CNPJ.

SINDICATOS

Desde a Reforma Trabalhista, em 2017, associações já tinham alertado sobre o futuro incerto dos sindicatos. E isso pode se confirmar pelos números revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nessa quarta-feira (26), que aponta que a taxa de sindicalização no Brasil caiu de 12,5% em 2018 para 11,2% em 2019, percentual ainda mais expressivo na administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que registrou menos 531 mil pessoas sindicalizadas. Alagoas foi o último na posição entre os estados quando se fala em taxa de sindicalização, com 6,1%, no outro lado o Piauí, que se manteve com 23,9% em 2019. “Vários fatores contribuíram para essa situação, começou com a Reforma Trabalhista, depois a Reforma Previdenciária e o desemprego. Com a Reforma Trabalhista veio a retirada dos direitos dos trabalhadores e com o aumento do desemprego elevou a retirada desses direitos”, detalha a presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT/AL), Rilda Alves. Na avaliação da presidente da CUT, as medidas implantadas pelos governos acabaram pressionando os trabalhadores que tiveram de aceitar o que foi proposto pelo patrão ou poderia perder o emprego, afastando dos sindicatos. “Ele acabou saindo do sindicato por não poder contribuir mais, não acreditar que vai mais arrumar emprego. Tem todo um contexto que fez com que o trabalhador tivesse mais dificuldade de estar presente dentro da sua entidade sindical. A situação é difícil, mas o que orientamos é que pior é ele estar sozinho na linha de frente, porque quanto mais o trabalhador se isolar e ficar sozinho, mais vai ser uma presa fácil. Tem que manter a luta coletiva”, acrescenta Rilda Alves. Os dados gerais do IBGE apontam ainda que a taxa de sindicalização no setor público caiu de 25,7% para 22,5% de 2018 para 2019 e que a do grupo dos transportes, armazenagem e correio, que tinha 20,9% chegou a 11,9% em 2019. “A adesão a cooperativas por parte dos trabalhadores por conta própria e empregadores permanece em queda desde o início da série (6,4%), chegando ao seu patamar mais baixo (5,2%) em 2019”, diz trecho do levantamento publicado no portal do IBGE. A PNAD Contínua Características Adicionais do Mercado de Trabalho mostra que Alagoas tinha pouco mais de 1,milhão de pessoas ocupadas em 2019, mas que somente 6,1% estavam associados a sindicato, metade da realidade em 2012, com 12,3%.

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