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ESTADO TEM BAIXO ÍNDICE DE COBERTURA VACINAL

Menos da metade das crianças alagoanas está com o calendário de vacinação em dia este ano

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Apenas 44,14% das crianças alagoanas receberam em 2020 todas as vacinas que deveriam, apontam dados do Ministério da Saúde (MS), divulgados ontem. Segundo índices do Programa Nacional de Imunização, a cobertura vacinal está em 51% para o calendário infantil. O ideal é que fique entre 90% e 95% para garantir proteção. Com isso, o Estado tem o sétimo pior índice de cobertura.

Segundo os índices do PNI, atualizados até segunda-feira (7), a cobertura vacinal no País está em 51,6% para as imunizações infantis. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo (que tem índice ideal de 95%), coqueluche, meningite e poliomielite. Neste ano, entretanto, a cobertura vacinal da primeira dose da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) está abaixo de 60%. A da segunda dose está abaixo de 50%. Nenhuma das vacinas previstas no calendário infantil teve índices acima de 60%.

No ano passado, somente em um imunobiológico, o Estado conseguiu atingir a meta, porém, conforme a enfermeira da Área Técnica do Programa Nacional de Imunização da Secretaria de Estado (Sesau), as demais vacinas atingiram níveis bem próximos ao ideal, muito diferente do cenário deste ano, mesmo com dados correlacionado a um período completo do ano passado e deste ano até julho. “Alagoas, assim como todo o País vem passando por diversos problemas durante este ano, uma das grandes problemáticas são as baixas coberturas vacinais. Apesar de já estarmos no segundo semestre, acreditamos conseguir atingir a meta preconizada pelo Ministério da Saúde em relação à vacinação infantil, pois temos estratégias para buscar esse público, através da multivacinação e até mesmo o monitoramento ainda este ano”, disse Emilly Silva. A técnica acredita que a pandemia tenha sido o maior vilão por ocasionar a baixa procura dos pais e consequentemente das crianças nas unidades básicas de saúde para a vacinação. “Apesar desses transtornos, tentamos sempre enfatizar que a vacinação é na grande maioria das vezes o único meio de proteção eficaz contra doenças já” erradicadas”, pois algumas delas já estão voltando à tona, causando sérias consequências principalmente em quem não está imune”, salienta. Emilly reforça, ainda, que as consequências devido à falta de vacinação é adquirir doenças imunopreveníveis, podendo causar surtos de doenças, acarretando impactos sociais e econômicos em todo território, como a pandemia. “Visto que, a vacinação é um dos maiores avanços da humanidade, sem falar que o Brasil é um dos países onde mais oferta vacina na rede pública”. Os pais ou responsáveis, de acordo com Emilly, podem procurar as unidades de saúde a qualquer momento, bastando apenas levar a caderneta de vacinação da criança para atualização de acordo com a faixa etária.

“Apesar de estarmos em pandemia todos os profissionais estão treinados para atender a população de acordo com as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde, respeitando o distanciamento social, evitando as aglomerações, realizando a higienização das mãos e do ambiente, utilizando os equipamentos de proteção individual, tudo isso para garantir um atendimento de qualidade e de forma segura”, acrescentou.

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Apesar das dificuldades, a equipe não considera 2020 um dos piores anos para a imunização. “Não estamos considerando o pior ano em relação às coberturas vacinais e campanhas, mas está sendo um grande desafio conseguirmos atingir as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde”.

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