Cidades
MOMENTO AINDA É DE CAUTELA, DIZ PROFESSOR
Para o professor Gabriel Bádue, do Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19, vinculado à Faculdade de Nutrição da Ufal, há várias evidências que apontam para a desaceleração da pandemia em Alagoas.
“A primeira é a redução simultânea no número de novos casos e óbitos registrada há cinco semanas consecutivas. Desta forma, tivemos entre a 32 e 36ª semana epidemiológica uma redução de 68% no número de novos casos e 43% no de óbitos. Um outro dado que corrobora com a hipótese de desaceleração é o Rt (número reprodutivo efetivo). Este parâmetro representa quantas pessoas, em média, um infectado contamina”, detalha.
De acordo com ele, a transmissão está diminuindo quando este número é menor que 1, o que vem ocorrendo em Alagoas de forma contínua há cerca de um mês. “Por fim, um outro componente que também indica uma diminuição da transmissão está relacionado à testagem. Segundo os dados dos Boletins de Testes publicados pela Sesau, entre a 31ª e a 35ª semana epidemiológica tivemos uma redução de aproximadamente 50% testes realizados por semana, o que pode indicar uma diminuição na demanda por atendimento”, acrescenta.
O pesquisador Gabriel Bádue diz que, apesar de nesse período ter ocorrido um significativo aumento no número de casos suspeitos (especialmente a partir da 34ª SE), o que sugere algum gargalo relacionado à política de testagem, “a proporção entre o número de resultados positivos e o número de testes realizados teve uma significativa redução, o que também sinaliza para uma desaceleração da transmissão no Estado”,. Em relação à taxa de transmissão, o professor Sérgio Lira reforça que vem caindo no Estado como um todo, mas que é importante observar com cautela as distinções entre as diferentes regiões do Estado para agir de acordo com a situação epidêmica regional. “O Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19 formado por pesquisadores da Ufal tem detalhado em seus relatórios semanais as heterogeneidades no crescimento de casos por região do Estado”, conclui. A Gazeta pergunta também ao professor e pesquisador Gabriel Bádue se, com base nos levantamentos feitos até agora, é possível dizer se a taxa de transmissão está em queda. “Podemos afirmar que a transmissão está em queda em Alagoas. O principal indicador para ilustrar esta afirmação é o comportamento do Rt nos últimos 30 dias, que se manteve abaixo de 1”, completa. E se a liberação de praias, comércio e shoppings refletiu na taxa de transmissão do coronavírus em Alagoas, o professor opina que “considerando que o processo de reabertura foi iniciado em Maceió no início de julho e no interior, com exceção do litoral norte, no final do referido mês, não há evidências que demonstrem um agravamento da transmissão a partir da implantação das fases constantes no modelo adotado pelo governo do estado”, lembra.
Bádue finaliza que “de maneira geral, o número de novos casos e óbitos vem reduzindo em Maceió e no interior ao longo das últimas semanas. Uma exceção a essa tendência é o comportamento de óbitos em Maceió que ainda apresenta um comportamento instável quando analisados os dados desse período”. RC
Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe
Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais
Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca
Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió