Fiscalização
QUEIXAS SOBRE PREÇO DE ALIMENTOS TÊM ALTA DE MAIS DE 40% EM AL
Nas últimas duas semanas, o preço de produtos como o arroz chegou a ficar 70% mais caro, aponta levantamento do Procon
O aumento no preço de vários produtos alimentícios, como o arroz, feijão e óleo tem preocupado muitos alagoanos e também chamado atenção de órgãos de fiscalização, tais como o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de Alagoas (Procon/AL), que já registra aumento de mais de 40% nas reclamações do fim do mês de agosto até esta quinta-feira (17).
Além do aumento nas reclamações, o órgão vem registrando aumento de até 70% no preço de determinados produtos de alguns estabelecimentos, que já estão sendo notificados.
Segundo a equipe de fiscalização do Procon/AL, o número de reclamações nas duas últimas semanas vem crescendo gradativamente, juntamente ao preço dos produtos, que chegam a ficar 70% mais caros.
“Alguns produtos estão mantendo a porcentagem correta, mediante o preço que eles compram - até 25% por serem alimentos essenciais. Mas outros estão com preços abusivos, inclusive, aqui na capital, onde registramos até 70% de aumento em cima do arroz e do óleo. No interior, entretanto, o aumento máximo foi de 50%”, informou o órgão.
“A demanda de reclamações foi grande desde a semana passada, acreditamos que tenhamos registrados cerca de 15 a 20 reclamações a mais em poucas semanas, um aumento de mais de 40% se comparado a antes do preço dos produtos terem aumentado tanto. Estávamos até com uma demanda em cima do preço dos materiais de construção quando chegou essa outra, que foi enorme”, pontuou o órgão.
A equipe do Procon explicou ainda que as fiscalizações são feitas em Maceió e no interior do estado e, segundo eles, nos interiores a reclamação maior é a cerca do arroz, do óleo e do leite, que também sofreram aumento abrupto. Pontuaram ainda que a reclamação é bem parecida, no que tange ao tipo de produto, embora na capital os preços sejam quase 20% mais caros.
FISCALIZAÇÃO
Segundo o diretor-presidente do Procon, Daniel Sampaio, as denúncias são crescentes pelo aumento alarmante e injustificável de determinados produtos. Ele informou que vários estabelecimentos foram notificados pelos fiscais do órgão, que pedem as notas fiscais para saber por quanto estabelecimento em questão está comprando e por quanto está vendendo o produto. Para Sampaio, muitos estabelecimentos, em decorrência de terem ficado muito tempo sem funcionar, estão utilizando de ‘má fé’ para vender produtos por preços acima do normal. “As fiscalizações ocorrem mediante denúncias, tanto no interior quanto na capital. Nosso cronograma é quase inteiramente baseado nisso. Por isso precisamos que as pessoas fiquem atentas e denunciem sempre que notificarem ou perceberem aumentos abruptos no preço de produtos, principalmente em curtos períodos de tempo”, destacou.
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Vale ressaltar que aqueles que presenciarem aumento no preço de produtos, sejam eles alimentos ou de qualquer outro gênero, podem entrar em contato com o Procon Alagoas através do número (82) 9 8876-8297 (Whatsapp), pelo 151 ou pelas redes sociais do órgão. No caso do Procon Maceió, o número para contato é o 0800 082 4567 ou pelo WhatsApp (82) 9 8882-8326.
* Sob supervisão da editoria de Economia.