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Micareta � fonte de renda para centenas de fam�lias

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Para a maioria das milhares de pessoas que participam do Maceió Fest, a palavra de ordem é diversão. Mas, para mais outras, os carnavais fora de época se tornaram um meio de sobrevivência. Tem gente que não mede esforços e percorre o País, o ano inteiro, vendendo os mais variados tipos de produtos para agradar os incansáveis foliões. É assim com o pernambucano Adriano Silva. Este ano, ele já percorreu várias micaretas na região Norte e Nordeste, vendendo enfeites para as cabeças, como diademas e fitas com os nomes de bandas famosas como Chiclete com Banana. ?Depois do Maceió Fest, sigo para o Recifolia e depois para o Carnatal?, afirmava animado no primeiro dia de festa. Para ele, além da possibilidade de conhecer lugares e pessoas diferentes, os carnavais fora de época são um meio de sobrevivência, de certa forma rentável. ?O movimento varia muito de um lugar para o outro, mas a gente nunca sai perdendo?, diz . ?O que a gente não consegue vender aqui, vende em outro Estado?. Este ano, segundo Sidney, o produto mais procurado tem sido os diademas com ?chifrinhos de diabo?. Variedades Ao longo do corredor da folia, pode se encontrar de tudo. Desde bijuterias, sprays de espumas, tatuagens, comidas e bebidas exóticas. É o caso da famosa ?capeta?, bebida feita a base de vodka, pó de guaraná, leite moça e sabores opcionais de morango e chocolate. A ambulante Maria Lúcia, ou melhor ?Tia Capeta? como é mais conhecida, todos os anos monta barraca no Maceió Fest para vender os mais variados tipos de bebida. E confirma que a mais procurada é a Capeta. Para não deixar os foliões com sede ou com fome, foram montadas 100 barracas ao longo do corredor da folia. Na área das barracas, existem espaços para todas as ?tribos?. Os homossexuais, por exemplo, marcam seu espaço com uma barraca sinalizada pela bandeira do movimento. Como na maioria das barracas existem botijões de gás, militares do Corpo de Bombeiros mantêm-se a postos durante toda a festa, dando orientações aos ambulantes para evitar incêndios. A Vigilância Sanitária também vem mantendo uma fiscalização constante para observar a qualidade dos alimentos comercializados. Entre os foliões, o prato mais consumido é o famoso ?churrasquinho de gato?. Tem gente que não está muito preocupado em saber da procedência dos produtos vendidos pelos ambulantes, querem apenas recompor as forças depois de gastarem a energia ao som dos blocos e das pipocas. Saúde Desde o primeiro dia do Maceió Fest, a Secretaria Municipal de Saúde mantém um posto de atendimento médico instalado entre o corredor da folia e a Rua Machado Lemos, próximo das cabines de rádio, para garantir assistência aos foliões que se excederam e demais participantes do carnaval fora de época, quando necessário. No posto médico, estão sendo prestados os primeiros-socorros e atendidos os casos leves, enquanto os mais graves são encaminhados à Unidade de Emergência, Sanatório e Hospital José Carneiro.

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