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Ex�rcito busca recursos para distribui��o de �gua

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TÂMARA ALBUQUERQUE O comando do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMTz) solicitou ao Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar (Mesa) recursos para manter a operação de distribuição de água nos 30 municípios alagoanos em situação de emergência por causa da seca. A Operação Palestina, como foi batizada a ação do Exército no combate aos efeitos da estiagem prolongada, tem verba assegurada até o fim deste ano, mas ainda não há definição quanto ao orçamento para 2004. Mensalmente são gastos R$ 500 mil com carros-pipa que abastecem as comunidades na região do Sertão e Agreste alagoanos. Segundo revela o tenente-coronel Milton Sils, comandante do 59o BIMTz, os números de comunidades e famílias assistidas pela Operação Palestina nos municípios alagoanos teve acréscimo. Há dois meses, quando foi iniciada, a distribuição de água pelo efetivo do Exército atendia a 140 mil pessoas em 750 comunidades. Hoje, a água potável está sendo levada a 150 mil habitantes das regiões mais afetadas pela seca em 780 comunidades. O número de carros-pipa subiu de 125 para 140. Uma média de 1,4 milhão de litros de água são transportados semanalmente para atender essas famílias que vivem em condições subumanas, agravada com a seca. Entretanto, esse número poderia ser maior se as prefeituras de oito municípios tivessem enviado ao Exército as informações solicitadas sobre as comunidades que necessitam da assistência. Após dois meses de ação no interior, o Exército ainda não obteve respostas sobre o montante de famílias que precisam ser socorridas com a distribuição de água potável nos municípios de Cacimbinhas, Maravilha, Belo Monte, Girau do Ponciano, Inhapi, Mata Grande, Minador do Negrão e Olho D?Água do Casado. Nesses locais, o Exército está enviando os carros-pipa com base em operações realizadas no passado. ?Nosso trabalho poderia ser mais eficiente nesses municípios se tivêssemos o número correto de comunidades e famílias que amargam os efeitos da seca?, disse o comandante. Ele enfatiza que a Operação Palestina vai continuar até que o governo federal determine o contrário e que até o momento tem sido atendido nas reivindicações relacionadas à operação.

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