Cidades
DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS PERMANECE
Após mais de 6 meses a pandemia do novo coronavírus ainda é uma realidade que afeta negativamente a vida de muitos alagoanos, principalmente daqueles em situação de vulnerabilidade e que tiveram suas únicas fontes de renda, que já eram poucas, cortadas em decorrência da imposição de um distanciamento social. Em meio às dificuldades, a Prefeitura de Maceió atua na distribuição de cestas básicas para população carente, juntamente a instituições de ajuda que já prestavam esse serviço antes da pandemia, como é o caso do Instituto Mandaver e da Comunidade Espírita Nosso Lar, que continuam doando e arrecadando alimentos para os mais necessitados.
De acordo com Carlos Jorge, responsável pelo Instituto Mandaver, em comparação ao começo da pandemia às doações diminuíram um pouco, porém seguem tentando arrecadar o máximo possível. “Hoje, infelizmente, tivemos uma diminuição nas doações relativas a alimentos, mas estamos mantendo como podemos, principalmente focando na educação e prevenção contra a Covid-19. Tentamos conscientizar a partir de visitas, onde distribuímos produtos de higiene. Por enquanto estamos focando nisso mas a comunidade está cada vez mais carente”, disse.
“Atribuímos essa diminuição nas doações a diversos fatores, por exemplo, muitos estão sem condições econômicas para sustentar suas casas, aí pararam de doar, outros já estão retornando a normalidade e começam a deixar para lá aqueles que não puderam retornar ainda. Exponencialmente, enquanto alguns voltam a trabalhar outros continuam em situação de carência, não podemos negligenciá-los”, disse.
O instituto atua principalmente ajudando as famílias mais carentes das regiões do Vergel do Lago, Levada, e da vila Brejal. Desde o começo da pandemia eles atenderam em torno de 4 mil famílias espalhadas por Maceió e 200 no sertão alagoano. Além da doação de alimentos, como já citado, o instituto também promove a prevenção e o combate ao coronavírus. Atualmente, estão com um trabalho de instalação de pias comunitárias em algumas comunidades do Vergel do Lago.
Carlos Jorge destacou também que, estão com uma campanha para o mês das crianças, conhecido como o mês de outubro, onde pretendem arrecadar brinquedos e guloseimas que serão entregues aos pequenos alagoanos que, por conta da pandemia, podem estar passando por problemas emocionais. A meta do instituto é arrecadar cinco mil presentes e guloseimas e, aqueles que tiverem interesse em ajudar, podem entrar em contato através do instagram (@Mandaverorg) ou através do número (82) 9 9925-4866.
NOSSO LAR
A comunidade espírita Nosso Lar, que realiza entrega de alimentos de segunda a sexta, também está com uma campanha de arrecadação de alimentos para os alagoanos mais necessitados. De acordo com a assessoria do local, a demanda está grande, principalmente porque recebem pessoas de outras comunidades, além dos alagoanos da comunidade de Sururu de Capote. O foco está sendo em todo tipo de ajuda possível, alimentos, produtos de higiene, limpeza e tudo que as pessoas quiserem ajudar doando. “Esse momento de pandemia acabou dificultando ainda mais a vida de quem já tem pouco para viver. As dificuldades são enormes nesse momento. Para quem tinha renda já está difícil, imagina para que não tinha. Pedimos que quem pode continue doando, porque a demanda de necessitados cresce a cada dia e o Nosso Lar tem pelo menos 5 mil pessoas cadastradas da favela de Sururu de Capote, por isso precisamos sempre de ajuda. Quem quiser doar pode entrar em contato com a gente pelo número (82) 9 9831-0022”, informou a instituição.
PREFEITURA
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A Prefeitura de Maceió, através da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), informou que entregou mais de 32 mil cestas básicas para pessoas situação de pobreza e extrema pobreza em Maceió. As cestas foram obtidas com recurso do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep). Desde agosto estão sendo entregues cestas nutricionais para instituições conveniadas e a Semas destacou ainda que atendem a idosos, crianças e adolescentes, além de pessoas com deficiência. Por mês, estão sendo entregues mais de 11 mil cestas, que são destinadas às famílias atendidas pelas instituições.