Cidades
Alegria e ritmo reinaram no corredor da folia
FÁTIMA ALMEIDA A décima primeira edição do Maceió Fest, que terminou nas primeiras horas da segunda-feira, foi a melhor de todas, na avaliação do presidente de Liga Independente dos Blocos, Augusto Marques, tomando como parâmetro os itens segurança e animação. Este ano foram 10 blocos, 19 pipocas com bandas locais e mais 5 alternativos animando cerca de 300 mil pessoas por dia que participaram da micareta, segundo cálculos da organização. Augusto cita ainda como elementos que fizeram o evento melhor, a ampla rede de apoio montada para moradores e participantes do Maceió Fest, envolvendo uma grande parceria entre o poder público e a iniciativa privada; a quantidade de atrações e a participação do público que, segundo ele, vem aumentando nos últimos dois anos. ?É uma festa popular, porque desses 300 mil participantes apenas cerca de 30 mil são pagantes, entre blocos e camarotes. O restante vem e participa da mesma maneira, assistindo e dançando ao ritmo de grandes nomes do axé music?, diz Augusto. A grande novidade deste ano foi a presença de bandas famosas na pipoca, como É o Tchan, Julinho Porradão e Levada Louca, sem prejuízo aos artistas da terra que tiveram seu espaço assegurado nos quatro dias do evento. ?É uma grande oportunidade que temos, até para sermos vistos por grandes produtores que acompanham as apresentações do Maceió Fest?, comemora Geléia, que puxou uma pipoca no sábado. Ainda na linha popular teve o bloco Vou Te Ensinar, organizado pela Educação, que saiu no sábado com a banda Pimenta Nativa, e o Cidadão Nota 10, que arrastou cerca de 4 mil foliões no batuque das bandas Olodum e Terra Samba, na quinta e na sexta-feira. Segurança No item segurança, a 11a edição do Maceió Fest também mostrou queda nos índices de violência, em relação ao registrado no ano passado. Segundo o coronel Edmilson Cavalcante, comandante geral da Polícia Militar, em 2002, 747 pessoas foram presas durante os quatro dias do Maceió Fest. Este ano, a PM registrou 550 prisões, a maioria brigas promovidas em função do excesso de bebida alcóolica e porte de pequenas quantidades de drogas (do tipo loló e maconha). O coronel enfatiza três aspectos para a tranqüilidade na micareta: o planejamento de segurança, que atingiu quase 100% do objetivo, a organização do próprio evento e a cooperação da sociedade.