Cidades
Pronto-Socorro recebe fiscaliza��o surpresa
O Conselho Regional de Medicina, em parceria com o Ministério Público, Sindicato dos Médicos, Sociedade de Medicina e Procuradoria Federal do Trabalho, promoveu, ontem, por volta das 21 horas, uma fiscalização surpresa na Unidade de Emergência Armando Lages. Na oportunidade, a comissão percorreu todas as dependências do Hospital de Pronto-Socorro (HPS), avaliando as dificuldades por que passa a unidade hospitalar, responsável pelo atendimento de urgência e emergência de todo o Estado. Durante a visita surpresa, que foi acompanhada por alguns médicos do HPS, os representantes das entidades médicas do Estado de Alagoas puderam observar a precariedade por que passa a Unidade de Emergência. A comissão percorreu corredores, enfermarias e o centro hospitalar, onde foram encontradas algumas irregularidades como pacientes operados com o pós-operatório sendo realizado em macas deixadas no chão do centro cirúrgico, além de enfermarias lotadas. Nos corredores, os membros da comissão também comprovaram a problemática da falta de leitos com os pacientes sendo obrigados a esperar atendimento médico em pé ou macas espalhadas pelo chão. Caos De acordo com os funcionários do HPS, a movimentação maior do caos ocorre durante os fins de semana. ?No chão não tem mais espaço para se colocar estas pessoas. A demanda que temos é muito grande. Chegamos a atender pacientes vindos até de outros estados?, frisou o médico José Roberto Morais, que acompanhou a visita da comissão às dependências da Unidade de Saúde. O presidente do Conselho Regional de Medicina, Emanuel Fortes, preocupado com as condições de atendimento do HPS, informou que as entidades de saúde de Alagoas estarão se reunindo para que possa ser encontrada uma saída para o problema. ?Vamos reunir todas as entidades e as secretarias estadual e municipal de Saúde para discutir o problema e tentar achar uma solução para ele. Essa desorganização não pode existir mais na Unidade de Emergência?, destacou ele. O caso também será discutido, hoje, na Assembléia Legislativa com o deputado Adalberto Cavalcante, que fez parte da comissão, fazendo um pronunciamento sobre o problema.