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Ministro do TRT defende mudan�as legais para dar agilidade �s senten�as

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ANA MÁRCIA O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Ronaldo Lopes Leal, recebeu individualmente, em audiência pública realizada em Maceió, no Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região, os 25 primeiros trabalhadores que chegaram na manhã de ontem ao TRT, para reclamar causas trabalhistas em tramitação no Estado. Ronaldo Leal é corregedor-geral do TST e faz a sua 22ª visita correicional percorrendo todos os estados do País, com o objetivo de agilizar os processos trabalhistas e fazer um diagnóstico da Justiça do Trabalho em Alagoas. Roberto Leal está determinado a resolver casos como o do ajudante de cozinha Luiz Carlos Pereira dos Santos, 43, desempregado, que vive como ambulante por não encontrar uma vaga no mercado de trabalho. Ele espera há seis anos sua indenização trabalhista, desde que foi demitido de uma rede de lojas com filial na capital alagoana. ?Já houve a sentença, verificação de cálculos e até mesmo o dinheiro já foi depositado em juízo pela loja, mas a burocracia impede que eu receba o dinheiro. Eu já quis fazer acordo, mas eles dizem que só liberam o dinheiro com embargos dos juizes, há três meses sem julgamento?, explicou Luiz Carlos. Do ministro Roberto Leal, ele recebeu a instrução de não fazer acordo porque tem direito aos valores integrais: pouco mais de R$ 8 mil, por cerca de quatro anos de trabalho. ?O ministro foi muito educado e garantiu que vai me ajudar, vai resolver o meu problema e mandou que eu viesse na próxima semana?, ressaltou o trabalhador desempregado. São casos como o de Luiz Carlos que o ministro corregedor considera uma calamidade com o trabalhador brasileiro, capaz de gerar exclusão social. Ele defende mudanças legais, sobretudo na fase de execução da sentença através da sentença líquida, onde já saiam os devidos cálculos a serem pagos aos trabalhadores, em nome da credibilidade da Justiça do Trabalho.

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