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Prestadores de servi�o manter�o bloqueio na UE

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FÁTIMA ALMEIDA Os prestadores de serviço da área de saúde, que paralisaram algumas atividades na Unidade de Emergência dr. Armando Lages (UE) estão dispostos a permanecer na rampa de acesso ao hospital por tempo indeterminado, resistindo contra a decisão da Procuradoria Regional do Trabalho, que determinou o afastamento dos contratados sem concurso, com prazo que termina neste sábado. Ontem pela manhã eles continuaram bloqueando a rampa de acesso à entrada principal da emergência e promoveram o enterro simbólico do diretor do HPS, Marcos Sampaio, que está licenciado. ?A gente lamenta que o diretor tenha se afastado num momento como este. Nós sabemos que essa situação é irreversível mas exigimos respeito, pelo menos saber como esse pessoal vai ser desligado de suas funções?, diz a auxiliar de enfermagem Elisete Santos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Benedito Alexandre, o bloqueio na entrada da UE só será suspenso se houver uma conversa com o governador. Durante todo o dia de ontem a situação permaneceu caótica no local. Ambulâncias com pacientes de Maceió e do interior do Estado só tiveram acesso por uma porta lateral, mas os manifestantes asseguraram que ninguém foi impedido de entrar e ser atendido. Do lado de dentro, apenas cerca de 30% do pessoal tentava assegurar o atendimento. O resultado foi o agravamento da situação de superlotação que se arrasta há alguns dias, com pacientes amontoados pelos corredores, em macas ou deitados no chão, esperando um ?pronto? socorro. Em entrevista à TV GAZETA, o secretário estadual da Saúde, Álvaro Machado, assegurou que não vão ser dispensados todos os prestadores de serviço de uma só vez neste fim de semana. Segundo ele, isso ocorrerá à medida em que forem sendo empossados os concursados, o que pode levar até 60 dias. O Diário Oficial de ontem trouxe a primeira relação de prestadores desligados do serviço público, afetando unidades de saúde como Santa Mônica, Portugal Ramalho, Hélvio Alto e José Carneiro, além do Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH).

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