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Mudan�a teve influ�ncia do primeiro governador

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VALMIR CALHEIROS O primeiro governador da província de Alagoas, Sebastião Francisco de Mello Póvoas, nomeado para o cargo em 16 de setembro de 1817, mediante o mesmo decreto que tornou Alagoas território independente de Pernambuco, desembarcou em Maceió em dezembro de 1818 e foi conduzido para a residência em carro de boi, ?o melhor veículo da época?, resolveu residir em Maceió logo que assumiu o governo na antiga Capital, além de manifestar a pretensão de transferir para cá o quartel da tropa, a Secretaria da Fazenda e outras repartições. Era o que bastava para aumentar as animosidades envolvendo autoridades e moradores de Alagoas e Maceió, que somente pararam com a divulgação da resolução do presidente Silva Neves, que tornaria Maceió capital de Alagoas. Para sempre. A atual capital Maceió chegou ao século 20 contando com o primeiro estabelecimento industrial de vulto do Estado, a fábrica de tecidos de Fernão Velho, existente desde 1857, e aparecendo nas estatísticas como o mais populoso dos 32 municípios então existentes no território alagoano, com 32.412 moradores. Nesse tempo, segundo o historiador Félix Lima Júnior, Maceió apresentava-se como uma aldeia grande. Os carros de boi ainda circulavam pelas ruas da cidade. Os visitantes e homens de negócios não tinham problemas quanto a hotéis. Nos primeiros anos desse século, os mais procurados eram localizados no Centro, como o Hotel Pimenta, dotado também de bar e restaurante. E foi assim até as três últimas décadas. Em Jaraguá, o bairro mais antigo, encontravam-se a Associação Comercial, a sede de outras entidades das classes empresariais, as mais importantes firmas comerciais, de representações e estabelecimentos de crédito. Já funcionava o Hospital da Caridade ou dos Enfermos Desvalidos (atual Santa Casa de Maceió) que, em 25 anos, contados do início de suas atividades, registrara cerca de 4 mil internações. Nos anos 30, o município construiu o seu primeiro hospital de emergência (antigo Hospital de Pronto-Socorro), que continuou sendo o único no gênero, em todo o Estado, até recentemente. Os primeiros grandes edifícios surgiram, primeiramente, no centro citadino, mesmo assim, quando esta capital passava dos cem anos. Segundo o mesmo historiador, nessa época, em Maceió, dois juízes de Direito, com os respectivos suplentes, distribuíam justiça aos pacíficos habitantes. O setor de ensino tinha como principal empreendimento do poder público o Liceu Alagoano, com 23 cadeiras, equiparado ao Ginásio Nacional, além de mais seis colégios, 38 escolas primárias, afora vários educandários particulares. Outras áreas A prosperidade da nova capital foi lenta e o crescimento desordenado em vários aspectos. A evolução seria mais demorada nos meios de locomoção e transporte. Uma das provas disto: ainda em 1927, pelos registros da Inspetoria de Veículos, a cidade contava com mais carroças de tração animal (363) do que automóveis particulares (104) e de aluguel (99). Neste ano, Maceió tornava-se a segunda capital brasileira a contar com as vantagens dos serviços telefônicos automáticos. Recebiam dos cofres da prefeitura 84 funcionários, do secretário da administração ao servente, como indica uma prestação de contas do então prefeito Jayme de Altavilla, que já se empenhava para ver a capital dos alagoanos usufruindo os benefícios proporcionados por uma eficiente rede de esgotos ou de esgotos parciais, por um sistema de água potável com os requisitos modernos. E também pelo nivelamento das ruas e demais logradouros públicos. Passariam muitos anos para a nova Capital ter as praias entre as áreas mais procuradas para diversão e lazer, que antes se restringiam aos sítios na região da lagoa. Coube ao bairro de Ponta Grossa o privilégio de ser o primeiro em toda a cidade a ter uma rua asfaltada, a Santo Antônio, em 1942.

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