Cidades
Pintor tenta conseguir cirurgia para retirar proj�til da coluna
O pintor de automóveis José Ailton Pinheiro, 20, faz um apelo às autoridades de saúde pública, para que viabilizem a cirurgia para retirada de uma bala alojada em seu corpo há sete meses. Ele foi vítima de acidente com arma de fogo e está sem movimentos nos membros, mas tem esperança de, com o acesso ao tratamento médico, se recuperar das seqüelas. A irmã de Ailton, Silvânia Pinheiro da Silva, disse que está cuidando dele desde o dia do acidente. ?Um desconhecido disparou dois tiros contra meu irmão. A gente nem suspeita quem tenha sido. O fato é que depois dessa tragédia, uma bala foi retirada pela equipe do Pronto-Socorro, onde ele ainda ficou alguns dias, mas a outra permaneceu alojada em seu corpo e ele recebeu alta. Os médicos argumentam que estava numa área de difícil remoção e que ele ficaria paraplégico. Na época a gente procurava vestígios da bala e não achava. Mas agora ela está palpável. Acho que ficou ?passeando? pelo corpo. Está subcutânea. Ailton reclama de dores. A gente quer que o corpo estranho seja retirado, mas meu irmão está sem documentação. Não consegue dar entrada num hospital. O serviço teria que ser feito pelo SUS porque não podemos pagar?, enfatizou. Ailton chora lembrando o quanto sua vida mudou depois do acidente. Jovem e com disposição para voltar a trabalhar, ele apela para uma chance de viver. ?Estou levando uma vida vegetativa, sem saber sequer quanto tempo vou ficar assim. Não há perspectiva. Minha família é pobre. Só o serviço público poderia me trazer de volta a oportunidade de viver. Preciso de fisioterapia e de um neuro-cirurgião que retire a outra bala. Da vez anterior, como fui atendido em caráter de emergência, o Pronto-Socorro me recebeu mesmo sem eu ter documentos, que foram extraviados no acidente. Mas isso é só um dos empecilhos. O outro é arrumar a cirurgia pelo SUS, bem como a fisioterapia?, afirmou. Vizinhos de Ailton disponibilizaram os telefones 351-4770 e 9994-0576, para contato.