Cidades
Servidores insatisfeitos com o�PCC fecham port�o da Sesau
Os servidores estaduais da saúde radicalizaram ontem. Em protesto contra a exclusão de algumas categorias-meio dos benefícios do Plano de Cargos e Salários lideranças sindicais passaram o cadeado nos portões do prédio-sede da Sesau, na Avenida, impedindo a passagem dos trabalhadores. Aplausos, discursos, discussões e reclamações. Por algumas horas a confusão foi geral. Quem estava do lado de fora ficou sem poder entrar e quem estava dentro não conseguia sair. ?Preciso pegar meu filho na escola?, reclamava uma funcionária. Demorou um pouco mas conseguiu que o portão fosse aberto. O jornalista Arnaldo Santos, que atua na assessoria de imprensa da Sesau, não teve tanta sorte, teve que pular o portão. ?Acho que o movimento em prol das categorias é justo, mas não pode cercear o direito de ir e vir?, disse ele. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Benedito Alexandre, garantiu que esse direito não foi cerceado. O objetivo da manifestação, que parou setores administrativos como CPD, Recursos Humanos, Transportes, Planejamento, entre outros, inclusive de nível superior, foi mostrar que esses setores também são importantes ao ponto de emperrar o funcionamento da Secretaria de Saúde. ?Queremos tratamento igual. É injusto que não sejamos contemplados no Plano de Cargos e Salários?, diz o engenheiro de Segurança Gildo Feliciano. Para Benedito Alexandre, o PCC, tão esperado pelos trabalhadores na área de Saúde, acabou ?sendo um presente de grego, colocando uma faixa de servidores num patamar de miserabilidade?.