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Empres�rios querem fim do turismo sexual

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Os empresários do turismo não escondem que querem aproveitar os bons ventos da chamada alta temporada e assegurar que os turistas, principalmente europeus, que estão chegando a Maceió voltem mais e mais vezes. Eles admitem que a consolidação de Maceió como destino turístico esbarra em problemas como o grande número de crianças desassistidas que circulam na orla da capital. Se ver um menor mendingando uma porção de comida ou uma moeda não agrada aos alagoanos, imagine-se a reação de quem vem conhecer as belezas naturais da cidade e depara-se com um quadro de tanta miséria. Mas, como garante o presidente eleito da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/Alagoas), Márcio Coelho, não é com o objetivo único de afastar os menores da orla que eles estão se juntando ao poder público para discutir a questão. ?Queremos ajudar a construir essa cidade de forma planejada, para que o turismo seja uma indústria que beneficie a todos?- ressaltou o empresário. O novo presidente da ABIH comentou que os empresários do turismo estão trabalhando para impedir que ocorra em Maceió a experiência negativa vivida por Natal (RN) e Fortaleza (CE), cidades, hoje, marcadas pelo chamado turismo sexual, inclusive, com a prostituição de menores. ?Ao encontrar tantas crianças e jovens nas ruas os visitantes, pessoas de profunda visão social, orientaram organizações não-governamentais a buscarem ajuda de instituições assistenciais européias, onde falaram das belezas naturais, mas, também, da fome e da miséria, e não voltaram. Quem voltou estava interessado unicamente no turismo sexual?- relatou Márcio Coelho. Ele conclui que a causa da imagem negativa criada em torno daquelas duas capitais, que freqüentemente estão no noticiário pelas operações policiais que flagram europeus explorando sexualmente crianças e adolescentes, está no despreparo do setor para receber os turistas que chegavam da Europa. ?Nosso objetivo é garantir que esse quadro não se repita em Maceió, por isso é fundamental que nos preparemos?- explicou o presidente eleito da ABIH. A participação de hoteleiros, agentes de viagens e donos de bares e restaurantes no projeto ?Criança em casa, Maceió bem melhor?, desenvolvido pela Fundação Nacional de Apoio à Criança e ao Adolescente (Funacriad) é um início de uma parceria que, garante Márcio Coelho, será permanente. Os empresários se comprometeram em contribuir com o trabalho de instituições públicas, como a própria Fundação e os conselhos tutelares, voltados para a reinserção das crianças de rua em suas famílias. Os hotéis de Maceió estão lotados e a maioria dos visitantes são turistas vindos do Uruguai, Argentina, Chile e Portugal. ?Se nos estruturarmos vamos receber alemães, belgas, holandeses?- acreditou Márcio Coelho. A visão dele é que, se ajudarem o poder público a solucionar problemas sociais, como o abandono dos menores, os empresários estarão investindo para que Maceió se desenvolva e se organize para aproveitar de forma planejada as suas belezas. ?Não queremos apenas tirar os menores das ruas, mas contribuir para a solução do problemas?- salientou.

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