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Macei� cobra medidas para evitar migra��o

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Do final de outubro até meados de janeiro cresce bastante o número de meninos e meninas nas avenidas e semáforos de Maceió. Essa migração tornou-se mais acentuada nos últimos anos, quando a crise econômica brasileira chegou ao interior de Alagoas, atingindo duramente milhares de famílias. Sem opção de sobrevivência em seus municípios, homens e, principalmente, mulheres e crianças chegam à capital na esperança de conseguir o mínimo para sobreviver. O período em que chegam não é escolhido à toa. Nesta fase, quando se aproximam as comemorações natalinas, as pessoas estão mais sensíveis. O final de cada ano traz sempre a esperança de que o próximo será melhor. Para isso é preciso estender a mão àquele que nada tem. De forma bastante pragmática, é possível dizer que é apostando nessa sensibilidade temporária dos ?ricos?, que os retirantes chegam aos centros urbanos, estendendo sua miséria (falta total de meios de subsistência) pelos canteiros e semáforos das avenidas da capital. ?A presença de crianças nas ruas se intensifica nesse período? ? admite a presidenta da Funacriad, Tereza Nelma, avaliação confirmada também pelo promotor da Infância e da Juventude, Ubirajara Ramos. Só que a Prefeitura de Maceió pretende acabar com essa migração, devolvendo todas as famílias que estão nas ruas aos seus municípios de origem. Tanto que esta semana envia ofício à presidência da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), informando das ações que serão desenvolvidas e cobrando assistência das prefeituras aos seus munícipes, de modo a evitar que venham buscar ajuda na capital. Tereza Nelma revela que dirigentes da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social e da Funacriad adiaram a visita que fariam à AMA nesta segunda-feira, em função do feriado dedicado à Nossa Senhora da Conceição. ?Faremos essa visita o mais brevemente possível, para explicar aos prefeitos os objetivos e como será desenvolvido o projeto de reinserção familiar em Maceió?, declara a presidenta da Funacriad. Ela ressalta que, como está municipalizada, a assistência social obriga cada prefeitura a assumir a responsabilidade de executar políticas públicas que atendam às necessidades de seus munícipes.

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