Cidades
Hoteleiros ap�iam a��es para tirar crian�as das ruas
BLEINE OLIVEIRA A visão de meninos e meninas pedindo uma moeda, um prato de comida ou mesmo vendendo flores ou qualquer outro objeto na orla de Maceió afasta o turista, principalmente o europeu, alvo maior da indústria alagoana do turismo nesta temporada. Diante de uma realidade que não podem mais ignorar, já que ela afeta seus negócios, dirigentes das entidades de turismo decidiram discutir formas de solucionar o problema da mendicância e abandono infanto-juvenil nas praias maceioenses. Num encontro realizado esta semana, no hotel Ritz Lagoa da Anta, na Praia de Cruz das Almas, representantes da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/Alagoas), Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes, Associação Brasileira dos Agentes de Viagens (Abav/Alagoas) e do Bureau Convention se juntaram a órgãos federais, estaduais e municipais para discutir um projeto elaborado pela Fundação de Apoio a Crianças e Adolescentes (Funacriad) cujo objetivo é a reinserção familiar de crianças e jovens. O encontro foi organizado pela Secretaria Estadual de Turismo, numa articulação com a Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania e Ação Social (Semcas). A Funacriad, vinculada à Semcas, apresentou aos dirigentes da indústria hoteleira, o projeto ?Criança em casa, Maceió bem melhor?. Segundo a presidenta da instituição, Tereza Nelma Soares, a proposta não se limita aos menores que circulam na orla, mas é extensivo a todas as crianças e jovens expostos à violência das ruas, quando deveriam estar protegidas em suas casas, com acesso garantido à educação, saúde e ao lazer natural dessa idade. Com esse projeto, a prefeitura faz mais uma tentativa para reduzir ao mínimo um problema social que tem assumido proporções alarmantes. Trata-se de uma ação semelhante a que foi desenvolvida este ano com menores do centro da cidade, especialmente aqueles que vivem na Praça Floriano Peixoto, a conhecida Praça dos Martírios. Mas é preciso ressaltar que, se órgãos públicos e sociedade não se juntarem conscientes de que só a parceria permanente pode garantir o sucesso da iniciativa, este será apenas mais um projeto que se perde sem chegar ao ponto desejado.