Cidades
Tr�nsito sem sinaliza��o amea�a alunos da periferia
FÁTIMA VASCONCELLOS Os estudantes, diretores pedagógicos e comunidades cujas escolas e local de trabalho ficam em ruas de grande fluxo de veículos, reclamam a falta do semáforo nas imediações do estabelecimento. O problema vem expondo todos ao perigo na travessia. Entre os colégios, a situação mais crítica é no Bom Conselho, em Bebedouro; Brandão Lima, na Cambona; Imaculada Conceição, em Pajuçara e Pompeu Sarmento, no Barro Duro. A diretora do Imaculada Conceição, irmã Suzana Souza, explica que quando o colégio foi fundado, há 50 anos, o local não apresentava esse risco. ?Não havia o trânsito de hoje. Maceió cresceu muito e a Avenida Antônio Gouveia é das mais movimentadas, com o agravante de ser mão dupla. Temos 516 alunos, incluindo turmas de jardim infantil. É por demais necessário um semáforo na frente do colégio. Só o poder público não enxerga. É lamentável?, desabafou. O mesmo drama também é enfrentado diariamente pelos que precisam chegar ao antigo Brandão Lima, hoje Colégio Estadual Geraldo Bulhões. A coordenadora pedagógica da instituição, Ismeralda dos Santos, explica que a rua é estreita e de mão dupla. ?Os alunos e funcionários expõem a própria vida ao atravessar essa pista. Já solicitamos que a prefeitura pelo menos pinte a faixa de pedestre, mas nem isso foi feito?, criticou. Prevenção No Pompeu Sarmento, a professora Ana Lúcia Vasco ressaltou que já foram feitas várias solicitações à prefeitura, através do órgão responsável pelo trânsito, a SMTT, Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, sem nenhuma resposta positiva. ?É um absurdo. Para sensibilizar o poder público é preciso acontecer morte ? e olhe lá. Pelo menos em frente à Ceal, Companhia de Eletricidade de Alagoas, já ocorreram três mortes e nem assim foi colocado semáforo. É preciso entender a importância de se investir na prevenção, ao invés de chorar o leite derramado?, disparou. Os alunos também reclamam bastante a falta do semáforo. ?Tem dia que eu chego atrasada e perco até o tempo da tolerância porque não consigo atravessar. É muito perigoso. Os motoristas sabem que tem essa escola perto, mas não reduzem a velocidade, nem dão vez para a gente passar. São uns egoístas. Só estudo aqui porque fica mais perto da minha casa. Mesmo assim é preciso atravessar a rua e isso é um estresse, principalmente nos dias de chuva?, afirmou Josenilda Batista de Moraes, aluna do Pompeu Sarmento.