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Secret�rio teme contamina��o do solo

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O secretário executivo do Meio Ambiente, Anivaldo Miranda, disse, ontem, que vai solicitar ao Instituto do Meio Ambiente (IMA/Alagoas) que acompanhe de perto o trabalho que a Casal está desenvolvendo, verificando se o acidente com a tubulação do emissário submarino provocou dano ambiental, como, por exemplo, se chegou a atingir o lençol freático. Além dessa medida, Miranda quer explicações da Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento para saber o que de fato ocorreu levando o asfalto a ceder tão profundamente naquele trecho da Avenida Assis Chateaubriand. ?O emissário submarino sempre foi uma obra complicada, de grande capacidade ociosa. Por isso nos preocupa?, afirmou o secretário. Segundo ele, a tubulação do emissário, construído há 14 anos, nunca teve manutenção ou foi substituída, e isso pode significar riscos para a população. Mesmo ressaltando que não é uma especialista, por isso vai esperar a resposta da Casal, Anivaldo Miranda considerou possível está havendo infiltração de grande porte na tubulação que leva ao emissário. Construído em 1989, o emissário submarino está dimensionado para atender a uma população de 1 milhão e 200 mil habitantes. Mas de sua construção até hoje somente 25% de sua capacidade é utilizada, ou seja, o emissário registra uma ociosidade de 75%. O diretor de Operações da Casal, Wallace Padilha, diz que a causa é a falta de esgotamento sanitário em toda a capital. Segundo ele, apenas 27% dos bairros de Maceió têm esgoto sanitário. Têm saneamento os bairros do Poço, Prado, Jatiúca, Ponta Verde, Pajuçara, Centro e parte do Farol (do Cepa até o Centro). O sistema dessas áreas é formado por redes coletoras que levam os dejetos até o emissário. Os conjuntos habitacionais Benedito Bentes I e II, localizados na região dos tabuleiros, têm esgotamento próprio pelo sistema de lagoas. ?Estamos na média nacional que varia de 22% a 28%. Há um esforço do governo do Estado e da Prefeitura de Maceió em mudar essa realidade, buscando recursos externos?, afirma o diretor de Operações. Para que toda a capital seja atendida com saneamento, fundamental para assegurar qualidade de vida a seus habitantes, são necessários investimentos estimados em R$ 450 milhões, segundo a Casal.

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