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Mudan�a no tr�nsito da orla causa oito acidentes

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Moradores, comerciantes, motoristas e pedestres ainda não conseguiram se adaptar às mudanças implantadas pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) nas Avenidas Álvaro Calheiros e João Davino e ruas adjacentes dos bairros de Jatiúca e Mangabeiras. Desde a sexta-feira da semana passada, quando passou a vigorar o sistema binário ? mão única ? na região, só há protestos contra as mudanças. Mais de oito acidentes, principalmente colisões, foram registrados na área, devido ao desconhecimento de alguns motoristas e pedestres em relação à mudança no sentido das ruas. No fim de semana, um rapaz foi atropelado ao atravessar porque teria olhado para o lado contrário ao que o veículo vinha, por desconhecer a mudança no tráfego. O pai do rapaz, José Jorge Lucena, responsabilizou, em entrevista à TV GAZETA, a SMTT pelo acidente sofrido pelo filho, e cobrou modificações rápidas, para que outros acidentes não venham ocorrer na área. Pouca informação ?Até agora, não entendi o porquê desta mudança?, questionava ontem pela manhã a professora Filomena Lopes, enquanto esperava um ônibus no canteiro da Avenida Álvaro Calheiros. Segundo ela, a maior falha foi a falta de informação. ?Só hoje (ontem) estou recebendo um folheto informando sobre essas mudanças?, acrescentou a professora. Para a professora, a SMTT deveria ter investido na colocação de faixas, explicando o sentido das ruas. Além dos motoristas, quem anda de ônibus também teve que se adaptar às mudanças. Na Rua João Davino, agora só passam os ônibus na direção orla marítima/Shopping Iguatemi. Quem quer apanhar um ônibus em direção à orla, tem que se dirigir à Avenida Álvaro Otacílio. Para Raquel Maria da Silva, que reside há quatro anos no Stella Maris, é estranho fazer mão única numa avenida onde existe um canteiro. Em relação aos ônibus, ela acha que os mais prejudicados foram os moradores das ruas próximas à João Davino. ?Agora, para apanhar os ônibus que vão pela orla, eles têm que caminhar um pouco mais para pegá-los na Álvaro Calheiros?. Outra mudança que gerou questionamentos foi a instalação de paradas de ônibus no canteiro da Avenida Álvaro Calheiros para os ônibus que vão em direção à Avenida João Davino, o que aumenta o risco de atropelamentos, segundo os usuários. Eles reclamam ainda que alguns pontos de ônibus foram instalados perto de curvas, onde há a confluência de veículos vindos de vários sentidos. Pior ainda ficou a situação da Avenida João Davino, segundo os pedestres. A pista passou a ter quatro rolamentos e a média de velocidade dos veículos chega até 100 quilômetros. Quem precisa atravessar a rua reclama a falta de faixas de pedestres ou semáforos. Em toda a rua existem apenas dois semáforos. A SMTT reforçou o número de fiscais na área para dirimir dúvidas das pessoas que circulam pela região. A fiscal da SMTT, Vera Fernandes, afirma que as reclamações vão existir até que as pessoas se adaptem às mudanças. ?Nosso papel aqui é orientar a população e tirar todas as dúvidas em relação às mudanças?, observou Vera.

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