Cidades
MP vai denunciar 12 prefeitos por desvio do Fundef
BLEINE OLIVEIRA O procurador-geral de Justiça, Dilmar Camerino, informou, ontem, em entrevista à imprensa, que a investigação do Ministério Público (MP) sobre desvio e utilização irregular das verbas do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) continua e deve resultar em denúncias contra 12 prefeitos alagoanos cujos nomes ele preferiu não adiantar. Outros doze já foram denunciados (Dilmar também não citou os municípios) e agora devem se defender no âmbito do Tribunal de Justiça, que poderá ou não determinar o afastamento deles por improbidade administrativa. A investigação do MP, realizada pelos promotores de todos os municípios apontados durante as primeiras denúncias surgidas após o assassinato do professor Paulo Bandeira, comprovou casos concretos de desvio de dinheiro do Fundef, confirma Dilmar Camerino. O professor, queimado vivo em seu veículo, denunciou irregularidades na gestão do Fundef na prefeitura de Satuba. A partir daí, ?pipocaram? denúncias contra administradores municipais. Alguns deles, como os prefeitos de São José da Laje, Batalha e Água Branca foram afastados do cargo. ?Nossa atribuição é investigar e apontar as provas ou indícios de irregularidades. Compete ao poder Judiciário dizer se há ou não culpa e punir os responsáveis?- explica o procurador de Justiça, revelando que o Ministério Público também está investigando denúncias de má gestão na Secretaria Executiva de Educação (SED) referente às verbas destinadas ao pagamento de bolsas de estudo, transporte e merenda escolar. Antigos e ex-secretários, bem como diretores financeiros do órgão estão sendo investigados pelo MP. Para Dilmar Camerino, é a certeza da impunidade que leva agentes públicos a praticarem irregulares com recursos dos órgãos e poderes que administram. Mas, ressalta o procurador, essa situação está mudando para melhor, com a consciência da sociedade e das instituições de que é preciso por fim aos casos de improbidade administrativa e outros crime de natureza pública. ?Vemos hoje que as instituições de defesa da sociedade estão conscientes de que essa impunidade tem que acabar? salienta.