Cidades
Servidor administrativo da Sa�de p�ra atividades
Em protesto contra a não-inclusão no Plano de Cargos e Salários os servidores administrativos de níveis médio e superior da Secretaria Executiva da Saúde (Sesau) paralisaram as atividades durante todo o dia de ontem. Pela manhã, a sede da Secretaria, em Jaraguá, teve a energia elétrica desligada. À tarde, representantes dos servidores se reuniram com a deputada estadual Genilda Leão e com o secretário da Célula da Saúde, Reinaldo Falcão, no Palácio dos Martírios, para discutir a paralisação. Por telefone, os trabalhadores obtiveram do governador Ronaldo Lessa, que estava viajando, a promessa de que vai reabrir o diálogo e ouvir as propostas da categoria em audiência marcada para hoje. Entretanto, Lessa exigiu a suspensão da paralisação como condição para a renegociação. Hoje, em assembléia, os servidores decidirão se acatam ou não o pedido do governador e retornam às atividades. Há vinte anos, o pessoal administrativo, que não tem formação em cursos da área da saúde, recebe as mesmas vantagens salariais do pessoal formado na área. Mas o artigo 12 do projeto enviado pelo governador e aprovado pela Assembléia Legislativa (ALE) na última terça-feira estabelece tratamento diferenciado para as duas categorias. O projeto foi publicado no Diário Oficial de ontem. Segundo o presidente do Sindicato dos Odontólogos, Airton Mendonça, o governador Ronaldo Lessa havia aceitado a proposta de extinguir a isonomia conforme o pessoal que já recebe as vantagens fosse se aposentando. Mas o projeto enviado à ALE foi completamente diferente do acordado. No entendimento do governo, os ?sapatos pretos? pertencem, na verdade, ao quadro do Executivo. Por isso, a exclusão do Plano de Cargos e Salários dos servidores da Saúde. Segundo o secretário de Administração, Valter Oliveira, conceder vantagens para um economista que trabalha na Secretaria Executiva da Saúde, por exemplo, abre um precedente para que outros economistas, que trabalham no Estado, pleiteiem as mesmas vantagens.