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Servidores em greve emperram a��es na Sa�de

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Os servidores das áreas administrativas da Secretaria Executiva de Saúde (Sesau), os chamados ?sapatos pretos?, voltaram a cortar ontem a energia do prédio da secretaria, na Avenida da Paz. Eles estão acampados no prédio desde o início da semana, quando decidiram entrar em greve por não terem sido contemplados no Plano de Cargos e Carreiras da Saúde, aprovado pela Assembléia Legislativa. O diretor do Sindicato do Nível Médio da Saúde, Jesonias Silva, informou que a greve está prejudicando o funcionamento de todas as unidades de saúde do Estado. Na Unidade de Emergência Armando Lages, apenas 30% dos funcionários do setor administrativo estão trabalhando. Na sede da Sesau, a paralisação é total, de acordo com o sindicalista. Ele alertou que se a paralisação na Sesau continuar, isso pode representar um caos na Saúde, pois todo o planejamento de pagamento das unidades de saúde e das planilhas das AIHs do Sistema Único de Saúde (SUS) vai ficar parado. ?Com isso as unidades ficarão sem dinheiro para comprar medicamentos, alimentos e vão ter que parar de funcionar?. Jesonias informou que a alegação do governo para não contemplar os servidores administrativos da Sesau no Plano de Cargos e Carreira é de que poderia haver um efeito cascata em outras secretarias. Por causa dessa alegação, o Movimento Unificado dos Servidores da Saúde encaminhou uma contraproposta ao governo, para que os servidores da Sesau fossem redistribuídos na Fundação Universidade de Ciências da Saúde (Uncisal). ?A Procuradoria Geral do Estado deu parecer favorável ao plano da Uncisal, porque por ser uma fundação não teria reflexo em outras secretarias?, explicou Jesonias. Até ontem, nenhum representante do governo havia dado uma resposta em relação à contraproposta. Os sindicalistas também estão tentando uma audiência com o governador Ronaldo Lessa para discutir a questão, mas até agora não há resposta sobre a solicitação.

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